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Baixa renda e seu impacto sobre o desenvolvimento psicossocial da criança

1Michael Weitzman, MD, 2Lily Lee

1,2New York University School of Medicine e College of Global Public Health, EUA & 2Brooklyn College, EUA

Fevereiro 2017, Ed. rev. (Inglês). Tradução: Fev 2017

Introdução

Há uma extensa produção literária que sustenta a teoria de que a pobreza familiar afeta adversamente a saúde, a capacidade intelectual, as realizações acadêmicas e o comportamento da criança.1-32 Em contraste, há um número crescente de trabalhos que demonstram de que forma, diversas políticas e intervenções podem atenuar a influência negativa da pobreza sobre o desenvolvimento infantil.33-58

Do que se trata

A maior parte da pesquisa neste campo focalizou:

  1. Avaliações estatísticas das relações entre pobreza familiar e desenvolvimento psicossocial na infância
  2. Modificações dessas relações por fatores ocultos/que geram confusão 
  3. Identificação dos mecanismos pelos quais a pobreza exerce sua influência negativa
  4. Definição de quais intervenções clínicas e políticas públicas têm maior probabilidade de atenuar os efeitos deletérios da pobreza sobre o desenvolvimento psicossocial da criança.

Problemas

Os problemas-chave nesta área de investigação são:

  1. Determinar os mecanismos e caminhos pelos quais a pobreza produz efeitos negativos
  2. Separar os efeitos da pobreza familiar dos efeitos de viver em comunidades empobrecidas
  3. Fazer distinção entre os efeitos da pobreza e dos diversos fatores interferentes associados a ela
  4. Estabelecer até que ponto a intensidade e a duração da situação de pobreza afetam, respectivamente, o negativo desenvolvimento psicossocial na infância
  5. Identificar os efeitos benéficos a longo prazo de políticas e programas destinados a atenuar os efeitos negativos da pobreza sobre as crianças.  

Contexto de pesquisa

As pesquisas nesta área incluem estudos observacionais transversais e longitudinais sobre os efeitos da pobreza, bem como a atribuição aleatória a condições diferentes e a investigação de resultados das intervenções a curto prazo e a longo prazo (mais importantes, porém mais difíceis de verificar). Evidentemente, a natureza da questão exclui a atribuição aleatória de grupos de sujeitos a condições de pobreza versus condições de não pobreza, e estudos com animais não podem ser utilizados para corroborar, ampliar ou explicar resultados de estudos epidemiológicos.

Questões-chave de pesquisa

As questões-chave de pesquisa nesta área são:

  1. Quais são os mecanismos e os caminhos pelos quais a pobreza exerce um efeito negativo sobre o desenvolvimento psicossocial da criança? 
  2. Quais programas e políticas atenuam os efeitos negativos da pobreza sobre o desenvolvimento psicossocial da criança? 

Resultados de pesquisas recentes 

Entre os principais fatores interferentes e caminhos pelos quais a pobreza exerce uma influência negativa sobre o desenvolvimento psicossocial da criança, encontramos:

  • fatores da comunidade, tais como escolas, vizinhança, influência de pares, escassez de oportunidades de trabalho, custo de alimentos e outros bens essenciais, e exposição a estresse e violência;16,36,38 
  • famílias uniparentais (a feminização da pobreza, bem como os efeitos psicossociais adversos do divórcio e da supervisão diária de atividades apenas por um adulto); 
  • baixa idade materna na ocasião do parto;
  • baixo nível educacional da mãe;2,3,7,15 
  • famílias numerosas;
  • aleitamento materno;
  • depressão materna;17,22,51
  • depressão paterna;31,32
  • obesidade;30
  • tabagismo,21 e exposição à fumaça de cigarro (fumante passivo);57
  • estilo parental autoritário;
  • intoxicação das crianças por chumbo;54,55
  • deslocamentos frequentes da família ou falta de abrigo (família sem teto);
  • baixo peso ao nascer,2,3,6,10,13,14 e as complicações e tratamentos decorrentes, inclusive utilização de corticosteroides para a prevenção de displasia broncopulmonar;5 
  • subnutrição (ou, de forma mais geral, insegurança alimentar)9,24,27,28 falhas do crescimento (ganho de peso inferior à taxa esperada durante os dois primeiros anos de vida) e deficiência de ferro;24,27,28 
  • maior prevalência e gravidade de problemas crônicos de saúde, como a asma;19,20
  •  incarceramento parental ou adolescente;29
  • uso de droga psicoativa, como opióides;26
  • transtorno de estresse pós-traumático.25,28

Os efeitos neurocognitivos da intoxicação por chumbo, das falhas do crescimento e, possivelmente, da deficiência de ferro e outros problemas precoces de saúde na infância parecem ser ampla ou totalmente irreversíveis. Todos esses fatores constituem um argumento forte a favor da implementação de estratégias eficazes de prevenção primária. Além disso, crianças economicamente desfavorecidas com baixo peso ao nascer18 e intoxicação por chumbo54,55 parecem sofrer maiores prejuízos cognitivos do que seus pares de famílias economicamente mais privilegiadas. Na verdade, esses resultados podem aplicar-se igualmente aos efeitos de outras condições crônicas.

Foi demonstrado que a pobreza está associada independentemente a QI mais baixo;2 a fracasso escolar precoce, repetência, suspensão e evasão escolar;3 a taxas mais altas de problemas comportamentais;7 e a falta de acesso a serviços de saúde mental quando se manifestam problemas comportamentais. Até o momento, as associações entre pobreza, redução de capacidades intelectuais e realizações acadêmicas foram mais solidamente demonstradas do que as associações entre pobreza, taxas mais altas de problemas comportamentais e problemas de saúde mental.2 Além disso, a pobreza persistente (de longa duração) é mais prejudicial do que a pobreza por períodos curtos, e a pobreza na primeira infância e nos anos pré-escolares parece ser mais prejudicial do que a pobreza em anos mais tardios da infância.2 Estudos recentes sugerem que crescer em situação de pobreza leva a mudanças sistemáticas no desenvolvimento cerebral. Essas mudanças envolvem o córtex pré-frontal e afetam as chamadas funções executivas, tais como autorregulação, planejamento e controle emocional.51 

As evidências sugerem que diversas políticas públicas e clínicas são eficazes para o enfrentamento de fatores associados à pobreza e que prejudicam o desenvolvimento das crianças. Essas políticas incluem o provimento de programas de intervenção precoce,33-37,40,41,50 especialmente programas abrangentes de desenvolvimento infantil inicial, baseados em centros de atendimento e com financiamento público. Esse tipo de programa mostrou-se eficaz na prevenção de retardos de desenvolvimento, na redução da repetência e na alocação mais rápida em contextos de educação especial. Demonstrou-se que programas de suporte nutricional, como os programas de suporte alimentar para mulheres grávidas e para bebês, e programas de nutrição escolar, como o programa de desjejum na escola, reduziram as taxas de baixo peso ao nascer,39 deficiência de ferro,48,49,52 e baixo desempenho escolar.42 Visitas domiciliares de enfermeiras foram associadas a melhorias em várias medidas de qualidade do ambiente doméstico e a resultados do desenvolvimento infantil.44 Eles têm demonstrado reduzir o comportamento maternal adverso relacionado à saúde, melhorar o status de desenvolvimento das crianças que nasceram com baixo e a interação parental com as crianças.52 A iniciativa Bright Futures, criada pela American Academy of Pediatrics, proporciona aos especialistas clínicos dirtrizes e recomendações para dar suporte ao tratamento preventivo da qualidade em todas as etaâs da infância.53,56 Programas de subsídio habitacional para famílias de baixa renda, que fornecem vales-aluguel a serem utilizados no mercado imobiliário privado, permitem mais opções para as famílias quanto ao local onde querem morar, o que resulta em aumento de segurança na vizinhança e redução da exposição à violência.36 

Conclusão

Uma extensa produção de pesquisas demonstrou os efeitos deletérios da pobreza familiar sobre múltiplos aspectos do desenvolvimento psicossocial da criança. Mas embora tenham sido identificados muitos caminhos e fatores interferentes associados à influência da pobreza sobre o desenvolvimento infantil, ainda há muito a descobrir. Além disso, a literatura evidencia os benefícios comprovados ou prováveis de políticas públicas e práticas clínicas para o desenvolvimento psicossocial de crianças que crescem em situação de pobreza. 

Implicações para políticas e serviços

As intervenções que se mostraram eficazes para crianças em situação de pobreza incluem:

  1. O Head Start (EUA) e programas de intervenção precoce para bebês que nasceram prematuramente e para pré-escolares fisicamente saudáveis de famílias de baixa renda. Políticas que aumentem a participação nesses programas e a qualidade de seus serviços tendem a produzir efeitos benéficos sobre o desenvolvimento infantil.
  2. Demonstrou-se que programas de suplementação alimentar como o WIC – Women, Infants and Children´s Program, EUA (Programa para mulheres, bebês e crianças) reduzem a incidência de baixo peso ao nascer e de deficiência de ferro, e que programas de nutrição escolar, como o programa de desjejum na escola, melhoram os escores em testes padronizados de realização acadêmica.
  3. Demonstrou-se também que visitas domiciliares de enfermeiras resultam em melhorias em diversas medidas de qualidade dos ambientes domésticos. 
  4. Programas de subsídio habitacional resultam em aumento de segurança na vizinhança e reduzem a exposição à violência.
  5. Políticas que diminuem a exposição da criança à poeira das casas contaminadas por chumbo promovem o desenvolvimento saudável.

Embora não tenhamos encontrado estudos que corroborem a eficácia dos serviços e programas, listados a seguir, na melhoria do funcionamento psicossocial das crianças, sustentamos que são propensos a ter diversos efeitos positivos sobre o desenvolvimento infantil:

  1. Políticas habitacionais que reduzam os deslocamentos frequentes das famílias ou a falta de abrigo para crianças beneficiam as crianças física e psicologicamente. Políticas que reduzam a exposição de crianças a moradias contaminadas por poeira de chumbo promovem um desenvolvimento saudável. 
  2. Serviços para o abandono do tabagismo por mulheres grávidas e pais, impostos mais altos sobre cigarros e proibição do fumo em áreas públicas reduzem a exposição pré-natal e a exposição passiva de crianças à fumaça de cigarro, que parece ser um neurotóxico poderoso.  
  3. A melhoria do acesso a cuidados de saúde de boa qualidade tende a ter efeitos positivos significativos no desenvolvimento geral de crianças de baixa renda.
  4. Uma melhor integração entre os serviços de saúde e outros serviços orientados para a criança e a família garante a continuidade dos cuidados.49 Frequentemente, o único setor de serviços de atendimento às pessoas que interage regularmente com pais de baixa renda e com seus filhos nos primeiros anos de vida é o sistema de cuidados primários de saúde. O desenvolvimento de melhores abordagens clínicas e de sistemas de saúde que resultem em identificação, triagem, encaminhamento e tratamento precoces de problemas crônicos de saúde física, de nutrição e de desenvolvimento tende a promover o desenvolvimento das crianças.
  5. Serviços voltados para a identificação e o tratamento da depressão parental e de outros problemas de saúde mental tendem a promover a saúde mental tandos dos pais como das mães e de seus filhos. 

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Para citar este artigo:

Weitzman M, Lee L. Baixa renda e seu impacto sobre o desenvolvimento psicossocial da criança. Em: Tremblay RE, Boivin M, Peters RDeV, eds. Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância [on-line]. http://www.enciclopedia-crianca.com/baixa-renda-e-gravidez/segundo-especialistas/baixa-renda-e-seu-impacto-sobre-o-desenvolvimento. Atualizada: Fevereiro 2017 (Inglês). Consultado: 13/12/2019.