Agressividade


O que pode ser feito?

Síntese dos textos de especialistas

Esta síntese foi traduzida sob os auspícios do Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS - Brasil.

As pesquisas de avaliação dos diversos programas que visam à redução da agressividade em crianças pequenas estão apenas começando. Esses programas podem ter diversos focos: mulheres grávidas, para evitar o consumo de fumo, álcool e drogas, e para ensinar habilidades parentais; pais de bebês e de crianças pequenas, para ensinar estratégias disciplinares positivas; crianças, para ensinar habilidades sociais adequadas, resolução de conflitos e controle da raiva; e professores de educação infantil, para capacitá-los em habilidades eficientes de gestão da sala de aula. Até este momento, são muito poucos os programas que foram submetidos a avaliações experimentais rigorosas. Sugere-se que a capacitação de pais seja uma estratégia eficaz para a redução da agressividade em crianças pequenas (de 2 a 5 anos de idade). Programas que focalizam crianças e/ou professores apresentam alguma evidência de sucesso, mas as constatações não são bastante claras ou convincentes.

Os programas provavelmente precisam incluir alvos múltiplos (pais, crianças e professores). Crianças muito agressivas talvez precisem também de apoio no longo prazo, sendo necessárias diferentes intervenções (no lar, na escola, com colegas) à medida que se desenvolvem e mudam de contexto. No entanto, os pesquisadores concordam que há muito trabalho a ser feito para responder questões-chave tais como: (1) quais são os programas de intervenção mais eficientes e eficazes para diferentes tipos de crianças agressivas; (2) que mecanismos e resultados visados por esses programas são centrais para a prevenção da agressão a longo prazo; e (3) que fatores de risco da criança, da família ou da escola equilibram os efeitos desses programas.

É igualmente necessário desenvolver políticas nacionais adequadas e eficazes, que demandam a colaboração de profissionais das áreas da saúde, educação e assistência social. No entanto, é essencial realizar pesquisas, criar e avaliar programas, além de formular políticas. Os custos associados à intervenção precoce são mínimos em comparação com os custos e as consequências de crianças agressivas que se transformam em adultos agressivos e violentos.

 

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