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Tradução: B&C Revisão de Textos. Revisão técnica: Newton T Myashita, Secretaria da Saúde Estado de São Paulo
Revisão final: Alessandra Schneider, CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde - Brasil
Uma vez que a renda familiar pode mudar ao longo do tempo, os pesquisadores reconhecem dois tipos de situações de baixa renda, um transitório e o outro persistente. A situação de baixa renda persistente, ou simplesmente pobreza de longo prazo, tem-se revelado mais prejudicial do que a pobreza de curto prazo. E quando a situação de pobreza ocorre nos primeiros anos de vida, também parece ser mais prejudicial do que quando ocorre em anos posteriores da infância.
A situação de baixa renda familiar tem sido consistentemente associada a QI baixo e fracasso escolar precoce. Foi relacionada também a diversos problemas infantis, entre os quais apego inseguro, humor negativo e desatenção, assim como outros problemas comportamentais. Diversos fatores associados à pobreza podem exercer uma influência negativa sobre o desenvolvimento social e emocional da criança: falta de apoio comunitário, uniparentalidade, baixo nível educacional dos pais, depressão materna, nutrição, baixo peso ao nascer e saúde do bebê são apenas algumas dessas variáveis. Na verdade, quando os pesquisadores levam em conta esses fatores associados, a baixa renda familiar, em si mesma, parece ter pouco efeito causal sobre o desenvolvimento social e comportamental nos primeiros anos de vida.
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