Estresse (pré-natal e perinatal)


O que sabemos?

Síntese dos textos de especialistas - Publicado on-line em 23 de fevereiro de 2011

Editor do Tema: Vivette Glover, MA, PhD, DSc, Imperial College London, Reino Unido
Tradução: B&C Revisão de Textos. Revisão técnica: Claudia Medeiros, Secretaria da Saúde São Paulo
Revisão final: Alessandra Schneider, CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde - Brasil

Atualmente, a pesquisa apoia a conclusão preliminar segundo a qual existe uma relação causal entre o estresse pré-natal e resultados de desenvolvimento de seres humanos e de primatas não humanos. A prova mais concludente foi produzida por estudos sobre os animais, principalmente roedores (ratos e camundongos) e primatas não humanos (macacos e antropoides), nos quais o estresse pré-natal pode ser manipulado de modo experimental.

  • Mulheres grávidas que declaram altos níveis de estresse correm um risco duas vezes maior de parto prematuro e de atraso no desenvolvimento fetal em comparação com mulheres que relatam baixo nível de estresse.
  • O estresse e a ansiedade da mãe estão associados a complicações na gravidez, partos prematuros e baixo peso ao nascer.
  • Os efeitos do estresse não se manifestam em função apenas da exposição a circunstâncias potencialmente estressantes, mas também da avaliação individual, que, por sua vez, pode ser modulada por outros fatores, como tabagismo, consumo de álcool e envolvimento em outras atividades relacionadas ao estresse.
  • Há evidências de que bebês do sexo masculino são mais vulneráveis ao estresse pré-natal do que bebês do sexo feminino.
  • Aparentemente, os efeitos do estresse materno durante a gravidez atingem o auge no início da gestação, e diminuem gradualmente entre o meio e o fim do período de gestação.

 

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