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O impacto do apego à mãe e ao pai e do apoio sensível à exploração nos primeiros anos de vida sobre o desenvolvimento psicossocial das crianças até o início da vida adulta

Karin Grossmann, PhD, Klaus E. Grossmann, PhD

University of Regensburg, Alemanha

Outubro 2009, 2a ed. (Inglês). Tradução: julho 2011

Introdução

A abordagem de Bowlby e de Ainsworth ao desenvolvimento da personalidade baseou-se na etologia1, 2 e na pesquisa transcultural,3 preservando as questões centrais da psicanálise tradicional2 e valendo-se do conceito de representação mental sugerido pela psicologia cognitiva. A abordagem etológica implica: a) descrição e classificação cuidadosas do comportamento do bebê e da criança;4 b) referência ao ambiente presumido de adaptação evolucionária do ser humano, tal como evidenciado pela intensa responsividade de crianças pequenas ao serem deixadas sozinhas em um ambiente estranho e com pessoas estranhas; e c) análise da função das emoções e comportamentos em um contexto social.5 O apego serve para garantir proteção e cuidado, e o apego seguro serve para aliviar aflições, restaurar a homeostase fisiológica  e encorajar a exploração. O impacto do apego em termos biológicos e neurobiológicos também tem sido documentado em estudos recentes.7,18 Por exemplo, é por meio de relações de apego que as crianças primeiro aprendem a associar emoções a eventos externos de uma forma linguisticamente significativa. Além disso, relações de apego não patológicas constituem a base para a aculturação emocional, social e cognitiva.6

As relações de apego com pais e outros cuidadores estáveis são as relações mais importantes e influentes nos primeiros anos de vida da criança. Essas relações criam o cenário para o funcionamento fisiológico dos bebês, para suas interpretações emocionais e cognitivas de suas experiências sociais e não sociais, para o desenvolvimento da linguagem e para a aquisição de significados sobre si mesma e sobre os outros em situações sociais complexas. Posteriormente, as relações de apego mediam a aceitação e a aquisição pela criança de sua cultura.14 O processo central parece ser a atenção compartilhada;8 emerge por volta dos nove meses de idade, no momento de pico da reação a estranhos. Dessa forma, a natureza garante que os bebês aprendam primeiro a cultura de sua família na língua materna. As relações de apego, que foram vitais para a sobrevivência dos bebês ao longo da evolução humana,9 continuam a influenciar ideias, sentimentos e motivos e, portanto, as relações íntimas no decorrer da vida. As experiências iniciais de cuidado e a relação de apego com o cuidador têm impacto duradouro sobre a reatividade da criança ao estresse.18

Dentro do referencial da biologia evolucionária moderna, a teoria do apego focaliza o interesse dos “genes egoístas”a da criança em receber dos pais o máximo possível de recursos físicos e psicológicos.5, 9 Em termos do paradigma de Trivers10 a respeito do conflito pais-filhos, a teoria do apego focaliza o lado dos filhos e a disponibilidade ou indisponibilidade dos pais para investir em cada filho. No entanto, o planejamento de vida dos pais pode ajudar a explicar possíveis diferenças de investimento em cuidados parentais e a sensibilidade diferencial dos pais em relação a cada filho.26 Isto pode explicar também o acordo apenas moderado de padrões de apego mesmo entre gêmeos monozigóticos.11

Do que se trata

A teoria do apego pressupõe uma relação causal entre a experiência dos indivíduos com seus pais ou figuras de apego e sua capacidade de formar vínculos afetivos mais tarde. Se uma criança recebe cuidado afetuoso quando necessita e apoio à autonomia durante a exploração do ambiente, tanto por parte da mãe quanto do pai, supõe-se que essas experiências: a) dão à criança um senso de valor, uma crença na disponibilidade dos outros para ajudar, e lhe possibilitam explorar o ambiente com confiança; b) são uma pré-condição ótima para parcerias adultas duradouras e mutuamente apoiadoras; e c) oferecem um modelo para a parentalidade futura.12,6 A exploração confiante, competente, equivale ao nosso conceito de exploração “segura”.13 A combinação dos conceitos de apego seguro e exploração segura dá origem ao conceito de  “segurança psicológica” que defendemos.13

Problemas

Originalmente, a pesquisa sobre apego oferecia apenas um único método para avaliar a qualidade do apego na primeira infância, utilizando um paradigma de separação-reencontro (a situação estranha). No entanto, resultados de pesquisas indicaram baixa validade da situação estranha com o bebê e o pai para a predição do desenvolvimento psicossocial subsequente.15 Ao invés disso, a qualidade da interação pai-criança durante brincadeiras ou exploração e desafios sensíveis às competências da criança pequena parecem ser melhores preditores do desenvolvimento da criança.16,24 Outro desafio da pesquisa sobre apego é uma questão de mensuração, mais do que de conceitos: de que maneiras os padrões comportamentais do apego infantil se transformam mais tarde em padrões de discurso verbal sobre o apego?23

Contexto de pesquisa

Em meados e no final da década de 1970, foram iniciados dois estudos longitudinais sobre desenvolvimento social e emocional de crianças que não se encontravam em situação de risco, pertencentes a famílias biparentais de classe média: o projeto Bielefeld, ou Projeto 1, teve início com o nascimento das crianças; o projeto Regensburg, ou projeto 2, começou quando as crianças tinham 11 meses de idade.19 As experiências das crianças quanto a apego e exploração foram avaliadas na primeira infância, na média infância e na adolescência, utilizando observações livres ou padronizadas, realizadas com mães e pais. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas sobre questões familiares em muitas ocasiões com mães e pais e, mais tarde, com as crianças. Foram obtidas representações sobre apego aos 10, 16 e 22 anos de idade, representações sobre amizade aos 16, e representações sobre parcerias aos 20 ou 22 anos. Para analisar a influência das primeiras experiências sobre a representação de relações íntimas, os dados sobre apego e estratégias exploratórias da criança, e sobre sensibilidade e apoio da mãe e do pai foram agregados para os períodos da primeira infância (0 a 3 anos), da infância (5 a 10 anos) e adolescência (16 a 18 anos).19 Complementarmente, conduzimos diversos estudos em outras culturas,20 contribuindo para a longa tradição de pesquisa transcultural sobre apego.21

Principais questões de pesquisa

Como se desenvolve a capacidade de formar vínculos afetivos? Até que ponto a qualidade do apego da criança à mãe e ao pai nos dois primeiros anos de vida e suas experiências de apoio sensível à exploração são preditivas de representações sobre parcerias em adolescentes e em adultos jovens? Quais são as raízes da representação de jovens adultos sobre relações de apego?

Resultados de pesquisa

Nossos projetos longitudinais revelaram diversos achados importantes:

  1. A segurança do apego na infância e na adolescência foi significativamente preditiva de representação de apego e representação de parcerias aos 22 anos de idade. Precursores da capacidade de apresentar um discurso claro sobre questões de apego foram observáveis já aos 6 e 10 anos de idade22, 23
  2. Apoio sensível, aceitação da criança e comportamentos adequados de desafio, tanto por parte da mãe quanto do pai, isoladamente e em conjunto, foram poderosos preditores de modelos internos de relações íntimas em jovens adultos.      
  3. A sensibilidade de mães e de pais durante a brincadeira conjunta com seus filhos em diversos contextos nos primeiros seis anos de vida contribuiu significativamente para a qualidade posterior da representação de parcerias da criança. A sensibilidade parental durante a brincadeira caracterizou-se por apoio e comportamentos que promovem cooperação e resolução independente de problemas.
  4. Em contraste com alguns outros estudos longitudinais de desenvolvimento do apego, os padrões de apego apresentados pelas crianças na situação estranha com a mãe aos 12 meses, ou com o pai aos 18 meses não predisse a representação de apego posterior à infância em nenhum dos dois projetos. A variável isolada mais influente no projeto 1 foi comportamento sensível de desafio do pai durante a brincadeira com seus filhos de 24 meses de idade.19
  5. O projeto 1 exemplifica a complexidade das trajetórias de desenvolvimento depois da primeira infância. Ao final do primeiro ano de vida, apenas 33% dos bebês apresentaram um padrão de apego seguro na situação estranha com a mãe, e apenas 41% o apresentaram com o pai. Ainda assim, um padrão de apego seguro foi preditivo de maior otimização do desenvolvimento até os 10 anos de idade. Argumentamos que a alta proporção de esquiva nesta amostra foi devida a exigências culturais relativas à autonomia precoce na Alemanha da década de 1970, e não indicava necessariamente rejeição parental tal como indicada por sensibilidade materna.17
  6. No projeto 1, um padrão de apego inseguro na primeira infância foi preditivo de menor otimização do desenvolvimento social e emocional subsequente somente quando a criança também não tivera experiências de apoio sensível do pai e da mãe no campo da exploração. Ainda mais importante, a rejeição parental na infância intermediária, experiências traumáticas como perda de um amigo íntimo, a separação dos pais e a perda efetiva ou iminente dos pais foram situações associadas com maior frequência à representação insegura de apego em meio a adolescentes.25 
  7. Aos 22 anos de idade, no entanto, alguns sujeitos haviam refletido profundamente sobre sua experiência de apego, de tal forma que o divórcio dos pais já não era uma variável fundamental, mas apenas mediadora. O preditor mais poderoso de apego e de representação de parcerias aos 22 anos foi a representação da criança sobre o apoio materno e paterno na infância intermediária e sobre a rejeição materna ou paterna, tal como indicada em uma longa entrevista semiestruturada quando as crianças tinham 10 anos de idade.27
  8. Nos dois projetos, o desenvolvimento socioemocional de crianças que não estavam em situação de risco foi influenciado ao longo dos anos de imaturidade por muitos fatores, frequentemente independentes entre si. A qualidade do apego com a mãe e com o pai na primeira infância não se mostrou mutuamente dependente, assim como a sensibilidade materna e paterna em relação ao brinquedo da criança pequena. Segurança do apego na primeira infância, divórcio ou perda dos pais não foram preditores de rejeição parental na infância intermediária. Cada um dos fatores podia orientar a trajetória de desenvolvimento da criança em direções mais – ou menos –adaptativas.19, 27 

Nossa pesquisa intercultural com crianças japonesas e trobriandesas confirmou três das quatro hipóteses nucleares da teoria do apego21: 1. o apego na primeira infância com pelo menos um adulto cuidador é universal; 2. o padrão de apego seguro também foi a norma em ambos os grupos; e 3. a segurança do apego tem uma relação positiva com competência.5,20 Em nossa revisão recente, resumimos muitos estudos que apóiam o conceito de segurança psicológica, apontando a influência combinada de exploração segura e apego seguro. A segurança psicológica foi associada à competência cognitiva, ao comportamento flexível quanto a papéis de gênero, bem como a mais recursos nas transições e adaptações dentro do sistema escolar. 

Conclusão

As experiências das crianças pequenas com mães e pais dotados de sensibilidade, capazes de aceitar e de dar apoio abrem uma trajetória de desenvolvimento psicossocial positivo para a criança. Essas experiências, tanto no campo do apego quanto no da exploração, são as raízes de modelos seguros de relações íntimas, e de uma saudável autoconfiança no campo acadêmico.28 Essas experiências tendem a ser levadas para outras relações íntimas na infância, na adolescência e no início da vida adulta. Mudanças na aceitação parental ou perturbações na família podem modificar a trajetória em qualquer das direções, temporária ou permanentemente.6,19

As experiências subjetivas da criança podem ser melhor avaliadas por observações confiáveis e abertas da qualidade das interações em situações estruturadas,3 e por meio de entrevistas semiestruturadas que permitam a emergência de novas categorias. A análise do funcionamento adaptativo do sistema de apego deve focalizar experiências adversas, irritações e emoções negativas. A análise das experiências de exploração segura deve focalizar os desafios às competências das crianças. Respostas emocionais adequadas a eventos reais e ensaios de soluções apropriadas, com a ajuda de pessoas confiáveis, são bons indicadores de segurança da exploração.

Implicações para a perspectiva de políticas e de serviços

Ao longo dos primeiros anos de vida, a sensibilidade do cuidador implica compreensão e interpretação correta, além de respostas imediatas e adequadas às expressões não verbais e verbais da criança pequena. Um pré-requisito da sensibilidade é a modulação das interações de acordo com os ritmos da criança, em momentos de bom e de mau humor. As variações na qualidade do cuidado materno moldam os sistemas neurobiológicos que regulam reações de estresse.18 Foi encontrada maior sensibilidade em mães e pais que valorizavam os apegos com base em suas lembranças de aceitação e cuidado sensível em sua própria infância.27 Da mesma forma, em relações íntimas com cuidadores que não os pais ou os mentores, nas quais se sinta protegida e segura, a criança fará amplo uso de atenção compartilhada em relação a objetos e eventos sociais e não sociais. A aprendizagem é mais efetiva se a criança se sente valorizada pela pessoa mediadora.29

Os pais que viveram infâncias difíceis ou que têm um bebê com necessidades especiais beneficiam-se de ajuda em três domínios centrais: 1) compreender o desenvolvimento da criança em todos os seus domínios; 2) aprender a responder com sensibilidade a seus filhos;30 3) descobrir prazer e tempo suficiente para interações sensíveis e apoiadoras com a criança em situações relevantes para o apego e a exploração. Em anos subsequentes, torna-se mais importante o apoio em outros domínios, tais como encontrar mentores e educadores adequados para a criança e monitorar seu grupo de amigos. Isto é especialmente importante quando a educação e a aculturação dos próprios pais apresentam deficiências. O apego seguro é um pré-requisito necessário, mas não suficiente para que a criança se torne um membro cooperativo, valioso e aceito em seu grupo e em sua sociedade. A exploração segura deve complementar o apego seguro, de forma que as crianças possam enfrentar com sucesso os muitos desafios colocados por suas relações sociais. 

Referências

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Para citar este artigo:

Grossmann K, Grossmann KE. O impacto do apego à mãe e ao pai e do apoio sensível à exploração nos primeiros anos de vida sobre o desenvolvimento psicossocial das crianças até o início da vida adulta. Em: Tremblay RE, Boivin M, Peters RDeV, eds. van IJzendoorn MH, ed. tema. Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância [on-line]. http://www.enciclopedia-crianca.com/apego/segundo-especialistas/o-impacto-do-apego-mae-e-ao-pai-e-do-apoio-sensivel-exploracao-nos. Atualizada: Outubro 2009 (Inglês). Consultado: 25/08/2019.