Voltar às publicações recentes

O papel dos pais na promoção da aprendizagem e no desenvolvimento da linguagem de crianças pequenas

Catherine S. Tamis-LeMonda, PhD, Eileen T. Rodriguez, PhD

Universidade de Nova Iorque, EUA

Novembro 2009, Ed. rev. (Inglês). Tradução: dezembro 2011

Introdução

Durante os primeiros anos de vida, as crianças passam por importantes mudanças em seu desenvolvimento em diversas áreas. Em especial, a aquisição da «linguagem formal» é uma das realizações mais extraordinárias no desenvolvimento inicial. A linguagem habilita a criança a compartilhar significados com outras pessoas e a participar da aprendizagem cultural com recursos sem precedentes. Além disso, a linguagem constitui a base da prontidão para a escola e das realizações escolares, o que explica uma imensa quantidade de trabalhos de pesquisa que buscam compreender os fatores sociocontextuais que sustentam a linguagem e as aprendizagens iniciais da criança. Este trabalho é igualmente de grande interesse para profissionais, educadores e formuladores de políticas que procuram promover resultados positivos no desenvolvimento de crianças pequenas. 

Do que se trata 

Pesquisadores especializados em desenvolvimento há muito vêm manifestando interesse na documentação de experiências sociais que possam explicar variações da linguagem e da aprendizagem1,2 entre crianças de um mesmo grupo e de grupos diferentes. Este trabalho tem sua base na produção de pesquisadores como Bruner3,4 e Vygotsky,5 para quem a aprendizagem acontece em um contexto sociocultural no qual pais e cuidadores apoiam ou orientam as crianças pequenas para que atinjam níveis mais elevados de pensamento e de ação. Sob esse ponto de vista, as crianças que têm seu desenvolvimento inicial em um ambiente familiar sensível e cognitivamente estimulante encontram-se em situação vantajosa no processo de aprendizagem. 

Problema 

A pesquisa sobre os fatores que promovem o crescimento positivo da linguagem e a aprendizagem em crianças pequenas é primordial para reduzir as diferenças de desempenho escolar entre crianças de diferentes origens étnicas, linguísticas, raciais e socioeconômicas. As crianças entram na escola com diferentes níveis de habilidades, e essas diferenças iniciais interferem, com freqüência, nos progressos da linguagem, no desenvolvimento cognitivo, na alfabetização e no sucesso acadêmico.6,7,8 Crianças que manifestam atraso no início do processo de escolarização são de risco para apresentarem, precocemente, dificuldades acadêmicas e são mais propensas à repetência, à inclusão em turmas para alunos com dificuldade e a não concluírem o ensino secundário.9,10,11 

Esses atrasos são especialmente frequentes em crianças que vivem em situação de pobreza. Crianças de famílias de baixa renda apresentam desde cedo um atraso em relação a seus colegas em habilidades de linguagem2,12 e desenvolvem o vocabulário a um ritmo mais lento em comparação com crianças de famílias economicamente mais favorecidas.7 Vocabulários receptivo e produtivo limitados, predizem  dificuldades posteriores na escola, em leitura e ortografia.8,13 

Contexto de pesquisa 

O perfil demográfico das populações minoritárias e imigrantes no Canadá e nos Estados Unidos mudou consideravelmente ao longo da última década, o que deu origem a pesquisas sobre as disparidades generalizadas existentes entre os níveis de prontidão para a escola entre crianças de diferentes origens étnicas, raciais e socioeconômicas.14,15,16,17,18 Uma vez que essas disparidades de aprendizagem entre os grupos já existem antes do jardim de infância, os pesquisadores e os profissionais tentam entender o papel do ambiente familiar da criança no processo de aprendizagem.19,20,21,22,23

Questões-chave de pesquisa 

A investigação sobre o papel do ambiente familiar no desenvolvimento da linguagem e na aprendizagem de crianças pequenas pode ser dividida em duas questões amplas: 1) Que aspectos das práticas parentais fazem diferença para a aquisição da linguagem e a aprendizagem na primeira infância, e por quê?; 2) Quais são os fatores que permitem aos pais oferecer um ambiente de apoio a seus filhos pequenos? 

Resultados de pesquisas recentes 

Que aspectos das práticas parentais fazem diferença e por quê? Três aspectos das práticas parentais foram destacados como centrais no desenvolvimento da linguagem e na aprendizagem de crianças pequenas: 1) A frequência de participação da criança em atividades de aprendizagem rotineiras – por exemplo, leitura compartilhada e contação de histórias; 2) A qualidade do envolvimento entre a criança e o cuidador – por exemplo, estimulação cognitiva e sensibilidade/responsividade dos pais; e 3) Fornecimento de materiais de aprendizagem adequados à idade da criança - por exemplo, livros e brinquedos.24 

Uma participação precoce e consistente em atividades rotineiras de aprendizagem, tais como leitura compartilhada, contação de histórias e brincadeiras com as letras do alfabeto, proporcionam à criança uma base essencial para a aprendizagem inicial, o desenvolvimento da linguagem e a base inicial para a alfabetização.25,26,27,28 Atividades rotineiras dão à criança pequena, que tem uma estrutura familiar que a ajude a interpretar os comportamentos e a linguagem dos outros, a antecipação da  sequência temporal dos acontecimentos e a elaboração de  conclusões a partir de novas experiências.29,30 Além disso, o envolvimento nessas atividades contribui para o enriquecimento do vocabulário da criança e de seus conhecimentos conceituais.31 Leitura e histórias orais compartilhadas facilitam o enriquecimento do vocabulário, a aquisição de habilidades fonêmicas, a construção do conceito da palavra impressa e o desenvolvimento de uma atitude positiva com relação à alfabetização.25,27,32,33,34,35 

São abundantes os estudos que indicam também que a qualidade da interação com os pais ou o cuidador tem um papel formativo no desenvolvimento inicial da criança em relação à linguagem e à aprendizagem. De fato, a quantidade e o estilo do vocabulário utilizado pelos pais para conversar com seus filhos estão entre os principais elementos preditivos do desenvolvimento da linguagem nos primeiros anos. As crianças são beneficiadas pelo contato com um discurso adulto rico e diversificado em informações sobre os objetos e os acontecimentos do seu ambiente.7,36,37 Além disso, crianças pequenas cujos pais respondem eventualmente, por meio de descrições orais e questões, às suas iniciativas de expressão ou exploração verbal, tendem a apresentar habilidades  de linguagem receptiva e produtiva, de consciência fonológica e de compreensão de histórias, mais avançadas.38,39,40,41 

Por fim, está demonstrado que o fato de fornecer material de aprendizagem – por exemplo, livros e brinquedos educativos – facilita o desenvolvimento da linguagem e a aprendizagem de crianças pequenas.42,43,44 Esse tipo de material propicia trocas entre a criança e o adulto com relação a ações e objetos específicos – por exemplo, quando um dos pais e seu filho fingem cozinhar. Nessas situações, o material funciona como uma ferramenta para trocas comunicativas, favorecendo o diálogo em torno de um centro de interesse comum. Mais precisamente, o acesso a brinquedos que permitem o jogo simbólico e estimulam o desenvolvimento da motricidade fina foi associado a habilidades precoces de linguagem receptiva, motivação intrínseca e atitude positiva diante da aprendizagem, por parte da criança pequena.45,46 Além disso, a familiaridade da criança com livros de histórias foi relacionada ao vocabulário receptivo e expressivo, bem como à capacidade inicial de leitura.26,27 

Que fatores permitem um prognóstico de práticas parentais positivas? Os pesquisadores concordam que as habilidades parentais são determinadas pelas características dos pais e de seus filhos. No que diz respeito aos pais, idade, grau de instrução, renda e origem racial ou étnica, entre outros, são fatores cuja relação com os três aspectos das práticas parentais foi discutida acima. Por exemplo: em comparação com mães mais velhas, as mães adolescentes demonstram níveis mais baixos de estímulo verbal e de envolvimento, são mais intrusivas e têm um discurso materno menos variado e menos complexo.47,48 Mães com baixa escolaridade leem para seus filhos com menor frequência25,49 e demonstram habilidades de linguagem, leitura e escrita menos sofisticadas,50 o que afeta a quantidade e a qualidade de sua interação verbal com seus filhos.2 O grau de escolarização dos pais, por sua vez, está relacionado à renda familiar: pobreza e pobreza persistente estão fortemente associadas a ambientes familiares menos estimulantes,51 e as crianças cujos pais vivem em situação de pobreza são de risco para apresentar dificuldades nos planos cognitivo, escolar e socioemocional.52,53 Por fim, mães hispânicas ou afro-americanas são, em média, menos propensas a ler para seus filhos do que mães brancas não hispânicas;54 e famílias latino-americanas hispanófonas têm menos livros infantis em casa do que outras famílias.25 Essas constatações étnicas e raciais talvez sejam explicadas pelas diferenças de recursos das famílias entre os grupos, uma vez que o status minoritário frequentemente está associado a vários riscos sociodemográficos. 

As características da criança, como sexo e ordem de nascimento, entre muitas outras, também são associadas a medidas iniciais de linguagem e aprendizagem. As meninas, por exemplo, tendem a apresentar uma pequena vantagem sobre os meninos nos estágios iniciais do desenvolvimento do vocabulário,55,56,57 e estudos revelaram que as famílias dedicam muito mais tempo às atividades ligadas à leitura com as meninas do que com os meninos.58 Os mais velhos têm, em média, um vocabulário um pouco mais vasto do que seus irmãos mais novos.59 Além disso, as mães diferem em sua linguagem, envolvimento e responsividade em relação aos  filhos mais velhos e os mais novos, sendo os mais velhos os mais favorecidos.60 

Lacunas de pesquisa 

Tendo em vista evidências que mostram que crianças de famílias de baixa renda e de grupos minoritários estão mais propensas a apresentar atrasos no desenvolvimento da linguagem e na aprendizagem quando entram na escola, devem ser realizados outros estudos para entender a razão dessas diferenças, e encontrar os meios mais eficazes de apoio aos pais para que ofereçam a seus filhos um ambiente familiar positivo. Pesquisas futuras devem investigar a maneira como os múltiplos aspectos da aprendizagem no ambiente familiar contribuem para o desenvolvimento da criança. Além disso, os estudos sobre «prontidão para a escola» devem abordar, em suas investigações, desde os primeiros anos da vida, uma vez que é nesse período que se desenvolvem as bases essenciais da linguagem e do conhecimento. Nesse aspecto, a pesquisa sobre o desenvolvimento da linguagem e prontidão para a escola de crianças de famílias que falam idiomas minoritários deve focalizar o modo como as línguas faladas em casa e fora de casa contribuem para a proficiência da criança, tanto na sua língua materna como no idioma inglês. Por fim, a maioria dos trabalhos de pesquisa sobre o contexto social no qual as crianças adquirem a linguagem e aprendem focaliza as interações das crianças com as mães. Tendo em vista a riqueza da rede social que forma o ambiente de bebês e de crianças pequenas, pesquisas futuras devem analisar as oportunidades de alfabetização oferecidas pelos diversos membros do universo social da criança pequena, entre os quais os pais, os irmãos, a família ampliada e os cuidadores. 

Conclusões 

Há evidências indiscutíveis da importância do desenvolvimento inicial da linguagem e da aprendizagem da criança para suas condições de prontidão, envolvimento e desempenho escolar no futuro. A experiência em casa tem importância crucial para a etapa inicial de desenvolvimento da linguagem e de aprendizagem. Em especial, há três aspectos do ambiente de letramento na família que favorecem esses processos: atividades de aprendizagem, tais como leitura cotidiana; qualidade das habilidades parentais, como responsividade; e materiais de aprendizagem, como brinquedos e livros adequados para a idade da criança. Além disso, pais com mais recursos – por exemplo, grau de escolarização e renda – têm melhores condições de oferecer aos filhos pequenos experiências de aprendizagem positivas. Por fim, as crianças desempenham, igualmente, um papel importante em suas próprias experiências de aprendizagem, como exemplificam as relações entre características da criança e comportamentos dos pais. As crianças exercem influência sobre os pais, assim como os pais exercem influência sobre os filhos; portanto, é primordial reconhecer a natureza transacional das experiências iniciais de aquisição de linguagem e de aprendizagem.61 

Implicações 

A pesquisa sobre o ambiente em que acontece a aprendizagem inicial das crianças é relevante para formuladores de políticas, educadores e profissionais que procuram promover o desenvolvimento da linguagem e a aprendizagem de crianças pequenas. Intervenções e medidas preventivas devem visar aos diversos aspectos do ambiente em que ocorre o desenvolvimento inicial da linguagem e a aprendizagem das crianças, entre os quais o apoio aos pais no provimento de atividades que promovam a alfabetização, o envolvimento sensível e responsivo, e material adequado à idade, que facilite a aprendizagem. Além disso, esses esforços devem acompanhar precocemente o desenvolvimento, uma vez que as crianças podem tirar melhor proveito de um ambiente familiar estimulador durante os anos formativos de rápido crescimento da linguagem e da aprendizagem.22,62,63 Por fim, intervenções destinadas aos pais que visam favorecer a aprendizagem infantil devem levar em conta o contexto cultural do desenvolvimento inicial ao lidar com pais de diferentes backgrounds; e devem considerar também o contexto social mais amplo das práticas parentais, levando em conta os obstáculos criados pela pobreza e pelo baixo nível de instrução dos pais. 

Referências

  1. Burns MS, Griffin P, Snow CE, eds. Starting out right: A guide to promoting children’s reading success. Specific recommendations from America's leading researchers on how to help children become successful readers. Washington, DC: National Academy Press; 1999.
  2. Hoff E. The specificity of environmental influence: Socioeconomic status affects early vocabulary development via maternal speech. Child Development 2003;74(3):1368-1378.
  3. Bruner JS. The ontogenesis of speech acts. Journal of Child Language 1975;2(1): 1-19.
  4. Bruner J. Child’s talk: Learning to use language. New York, NY: Norton; 1983
  5. Vygotsky LS. Myshlenie i rech’. [Thought and language]. Cambridge, MA: MIT Press; 1962.
  6. Dickinson DK. Bridges to literacy: Children, families, and schools. Cambridge, MA: Blackwell; 1994.
  7. Hart B, Risley T. Meaningful differences in the everyday experiences of young american children. Baltimore, MD: Paul H. Brookes; 1995.
  8. Snow CE, Porche MV, Patton ED, Tabors PO, Harris SR. Is Literacy Enough? Pathways to Academic Success for Adolescents. Baltimore, MD: Paul H. Brookes Publishing; 2007.
  9. Campbell FA, Ramey CT. Effects of early intervention on intellectual and academic achievement: A follow-up study of children from low-income families. Child Development 1994;65(2):684-698.
  10. Kaufman P, Alt MN, Chapman CD. Dropout rates in the United States: 2001.Statistical analysis report NCES 2005-046. Washington, DC: National Center for Education Statistics; 2004.
  11. Lee VE, Burkam DT. Inequity at the starting gate: Social background differences in achievement as children begin school. Washington, DC: Economic Policy Institute, 2002.
  12. Nord CW, Lennon J, Liu B, Chandler K. Home literacy activities and signs of children’s emerging literacy: 1993 and 1999. Education Statistics Quarterly 2000;2(1):19-27.
  13. Duncan GJ, Dowsett CJ, Claessens A, Magnuson K, Huston AC, Klebanov P, Pagani LS, Feinstein L, Engel M, Brook-Guns J, Sexton H, Duckworth K, Japel C. School readiness and later achievement. Developmental Psychology 2007;43(3):1428-1446.
  14. Federal Interagency Forum on Child and Family Statistics. America’s children: key national indicators of well-being, 2005. Washington, DC: Federal Interagency Forum on Child and Family Statistics; 2009.
  15. Ferguson HB, Bovaird S, Mueller MP. The impact of poverty on educational outcomes for children. Paediatrics & Child Health 2007;12(8):701–706.
  16. KewalRamani A, Gilbertson L, Fox M, Provasnik S. Status and trends in the education of racial and ethnic minorities (NCES 2007-039). Washington, DC: National Center for Education Statistics, Institute of Education Sciences. U.S. Department of Education; 2007.
  17. Rouse CE, Brooks-Gunn J, McLanahan S, eds. School readiness: Closing racial and ethnic gaps. The Future of Children 2005;15(1):1-195.
  18. Thomas EM. Readiness to learn at school among five-year-old Children in Canada.Catalogue No. 89-599-MIE. No. 004. Ottawa, ON: Statistics Canada.
  19. Beals DE, DeTemple JM, Dickinson DK. Talking and listening that support early literacy development of children from low-income families. In: Dickinson DK, ed. Bridges to literacy: Children, Families, and Schools. Cambridge, MA: Blackwell; 1994:19-40.
  20. Chall JS, Jacobs VA, Baldwin LE. The reading crisis: Why poor children fall behind. Cambridge, MA: Harvard University Press; 1990.
  21. Dickinson DK, DeTemple J. Putting parents in the picture: Maternal reports of preschoolers’ literacy as a predictor of early reading. Early Childhood Research Quarterly 1998;13(2):241-261
  22. Shonkoff J, Phillips D. From Neurons to Neighborhoods. Washington, DC: National Academy Press; 2000.
  23. Whitehurst GJ, Lonigan CJ. Emergent literacy: Development from prereaders to readers. In: Neuman SB, Dickinson  DK, eds. Handbook of Early Literacy Research. New York, NY: Guilford Press; 2003:11-29.
  24. Rodriguez ET, Tamis-LeMonda CS, Spellmann ME, Pan BA, Raikes H, Lugo-Gil J, Luze G. The formative role of home literacy experiences across the first three years of life in children from low-income families. Journal of Applied Developmental Psychology. In press.
  25. Raikes H, Pan BA, Luze G, Tamis-LeMonda CS, Brooks-Gunn J, Constantine J, Tarullo LB, Raikes HA, Rodriguez ET. Mother-child bookreading in low-income families: Correlates and outcomes during the first three years of life. Child Development 2006;77(4):924-953.
  26. Payne AC, Whitehurst GJ, Angell AL. The role of home literacy environment in the development of language ability in preschool children from low-income families. Early Childhood Research Quarterly 1994;9(3-4):427-440.
  27. Senechal M, LeFevre JA, Hudson E, Lawson P. Knowledge of storybooks as a predictor of young children’s vocabulary. Journal of Educational Psychology 1996;88(3):520‑536.
  28. Snow CE, Dickinson DK. Social sources of narrative skills at home and at school. First Language 1990;10(29):87-103.
  29. Nelson K. How children represent knowledge of their world in and out of language. In: Siegler RS, ed. Children’s thinking: What develops? Hillsdale, NJ: Erlbaum; 1978:255-273.
  30. Nelson K. Event knowledge: Structure and function in development. Hillsdale, NJ: Erlbaum; 1986.
  31. Bloom L. Language acquisition in its developmental context. In: Damon W, ed.  Handbook of child psychology. 5th ed. New York, NY: J. Wiley; 1998:309-370. Kuhn D, Siegler RS, eds. Cognition, perception, and language; vol 2.
  32. DeBaryshe BD. Joint picture-book reading correlates of early oral language skill. Journal of Child Language 1993;20(2):455-462.
  33. Dickinson DK, Tabors PO. Early literacy: Linkages between home, school and literacy achievement at age five. Journal of Research in Childhood Education 1991;6(1):30-46
  34. Lyytinen P, Laasko M, Poikkeus A. Parental contributions to child’s early language and interest in books. European Journal of Psychology of Education 1998;13(3):297-308.
  35. Wagner RK, Torgesen JK, Rashotte CA. Development of reading-related phonological processing abilities: New evidence of bidirectional causality from a latent variable longitudinal study. Developmental Psychology 1994;30(1):73-87.
  36. Evans GW, Maxwell LE, Hart B. Parental language and verbal responsiveness to children in crowded homes. Developmental Psychology 1999;35(4):1020-1023.
  37. Weizman ZO, Snow CE. Lexical input as related to children’s vocabulary acquisition: Effects of sophisticated exposure and support for meaning. Developmental Psychology 2001;37(2):265-279.
  38. Beals DE, DeTemple JM. Home contributions to early language and literacy development. National Reading Conference Yearbook 1993;42:207-215.
  39. Hann DM, Osofsky JD, Culp AM. Relating the adolescent mother-child relationship to preschool outcomes. Infant Mental Health Journal 1996;17(4): 302-209.
  40. Silven M, Niemi P, Voeten M. Do maternal interaction and early language predict phonological awareness in 3-to-4-year olds? Cognitive Development 2002;17(1): 1133-1155.
  41. Tamis-LeMonda CS, Bornstein MH, Baumwell L. Maternal responsiveness and children’s achievement of language milestones. Child Development 2001;72(3): 748-767.
  42. Neuman SB, Roskos K. Access to print for children of poverty: Differential effects of adult mediation and literacy-enriched play settings on environmental and functional print tasks. American Educational Research Journal 1993;30(1): 95-122.
  43. Senechal M, LeFevre JA, Thomas E, Daley K. Differential effects of home literacy experiences on the development of oral and written language. Reading Research Quaterly  1998;33(1):96-116.
  44. Tabors PO, Roach KA, Snow CE. Home language and literacy environment: Final results. In: Dickinson DK, Tabors PO, eds. Beginning literacy with language: Young children learning at home and school. Baltimore: Paul H. Brookes;2001:111-138.
  45. Tomopoulos S, Dreyer BP, Tamis-LeMonda C, Flynn V, Rovira I, Tineo W,  Mendelsohn AL. Books, toys, parent-child interaction, and development in young Latino children. Ambulatory Pediatrics 2006;6(2):72-78.
  46. Gottfried AE, Fleming JS, Gottfried AW. Role of cognitively stimulating home environment in children’s academic intrinsic motivation: A longitudinal study. Child Development 1998;69(5):1448-1460.
  47. Keown LJ, Woodward LJ, Field J. Language development of pre-school children born to teenage mothers. Infant and Child Development 2001;10(3):129-145.
  48. Whiteside-Mansell L, Pope SK, Bradley RH. Patterns of parenting behavior in young mothers. Family Relations 1996;45(3):273-281.
  49. Scarborough HS, Dobrich W. On the efficacy of reading to preschoolers. Developmental Review 1994;14(3):245-302.
  50. Rowe ML, Pan BA, Ayoub C. Predictors of variation in maternal talk to children: A longitudinal study of low-income families. Parenting: Science and Practice 2005;5(3);259-283.
  51. Garrett P, Ng’andu N, Ferron J. Poverty experiences of young children and the quality of their home environments. Child Development 1994;65(2):331-345.
  52. Brooks-Gunn J, Duncan GJ. The effects of poverty on children. The Future of Children 1997;7(2):55-71.
  53. Smith JR, Brooks-Gunn J, Klebanov PK. The consequences of living in poverty for young children’s cognitive and verbal ability and early school achievement. In: Duncan GJ, Brooks-Gunn J, eds. Consequences of growing ip poor.New York: Russell Sage; 1997: 132-189.
  54. Yarosz DJ, Barnett WS. Who reads to young children? Identifying predictors of reading of family reading activities. Reading Psychology 2001;22(1):67-81.
  55. Bornstein MH, Haynes OM, Painter KM. Sources of child vocabulary competence: A multivariate model. Journal of Child Language 1998;25(2):367-393.
  56. Fenson L, Dale PS, Reznick JS, Bates E, Thal DJ, Pethick SJ. Variability in Early Communicative Development. Chicago, IL: Chigago Press; 1994. Monographs of the Society for Research in Child Development; vol 5(59).
  57. Pan BA, Rowe ML, Singer J, Snow CE. Maternal correlates of toddler vocabulary production in low-income families. Child Development 2005;76(4):763−782.
  58. Teale WH. Home background and young children’s literacy development. In: Teale WH, Sulzby E, eds. Emergent literacy: Writing and reading. Norwood, NJ: Ablex.;1986:173-206.
  59. Hoff-Ginsberg E. The relation of birth order and socioeconomic status to children’s language experience and language development. Applied Psycholinguistics 1998;19(4):603‑631.
  60. Bornstein MH. Parenting Infants. In: Bornstein MH, ed. Handbook of parenting. 2nd ed., Mahwah, NJ: Erlbaum Associates; 2002:3-44. Children and parenting; vol 1.
  61. Sameroff AJ, Fiese BH. Models of development and developmental risk. In: Zeanah CH Jr., ed. Handbook of infant mental health. 2nd ed. New York, NY: Guilford Press; 2005:3-19.
  62. Tamis-LeMonda CS, Cristofaro TN, Rodriguez ET, Bornstein MH. Early language development: Social influences in the first years of life. In: Balter L, Tamis-LeMonda CS, eds. Child psychology: A handbook of contemporary issues.  New York, NY: Psychology Press, 2006:79-108.
  63. Hirsh-Pasek K, Burchinal M. Mother and caregiver sensitivity over time: Predicting language and academic outcomes with variable- and person-centered approaches. Merrill-Palmer Quarterly 2006;52(3):449-485.

Para citar este artigo:

Tamis-LeMonda CS, Rodriguez ET. O papel dos pais na promoção da aprendizagem e no desenvolvimento da linguagem de crianças pequenas . Em: Tremblay RE, Boivin M, Peters RDeV, eds. Tremblay RE, ed. tema. Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância [on-line]. http://www.enciclopedia-crianca.com/habilidades-parentais/segundo-especialistas/o-papel-dos-pais-na-promocao-da-aprendizagem-e-no. Atualizada: Novembro 2009 (Inglês). Consultado: 16/09/2019.