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Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade e cognição

Nanda Rommelse, PhD

Radboud University Medical Center, Department of Psychiatry, Holanda

Fevereiro 2010 (Inglês). Tradução: julho 2013

Introdução

O Transtorno de Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é caracterizado por uma tríade de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade.1 Esse transtorno tem elevada hereditariedade e afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar.2,3 Ao longo das últimas décadas, os problemas cognitivos associados ao TDAH vêm sendo objeto de inúmeros estudos. A cognição pode ser definida como aquisição de conhecimentos e de compreensão, o que inclui pensar, saber, lembrar, relembrar, julgar e solucionar problemas.

Do que se trata

Foram propostos diversos modelos causais, em uma tentativa de associar resultados de anomalias biológicas e cognitivas frequentemente relacionadas ao TDAH. Todos os modelos cognitivos indicam que deficits de funções executivas (FE) constituem uma das principais características de TDAH. Funções executivas (FE) foram definidas como “capacidades que permitem a uma pessoa envolver-se com sucesso em comportamentos independentes, intencionais, em causa própria”.4 Inúmeros estudos realizados com indivíduos que apresentavam TDAH revelaram que estes também apresentavam deficiências de FE, sendo que os problemas mais freqüentemente reaplicados estavam relacionados à inibição e à memória de trabalho.5Deficits de FE estão fortemente associados a anomalias no lobo frontal e nos circuitos frontosubcorticais encontradas em pacientes com TDAH.6,7

Problema

Embora grande parte dos modelos causais de TDAH inclua deficits de FE como um fator importante, não está claro se, e em que medida, tais deficits realmente causam TDAH. Em outras palavras, sendo o TDAH um transtorno de elevado grau de hereditariedade, as FE constituem um traço hereditário que aumenta os riscos de desenvolver o transtorno? E em qual proporção de pacientes podem ser consideradas como fator causal?

Questões-chave de pesquisa

Para avaliar se deficits de FE têm uma ligação causal com TDAH, é essencial abordar duas questões:

  1. Sendo o TDAH um transtorno de elevado grau de hereditariedade, os problemas de FE são também hereditários e estão associados aos mesmos genes de TDAH?
  2. Qual a proporção de crianças com TDAH que realmente apresenta problemas de FE?

Resultados de pesquisas recentes

Os problemas de FE são hereditários e estão associados aos mesmos genes de TDAH?

A primeira etapa necessária para determinar se os deficits de FE são hereditários consiste em estudar essas funções em gêmeos. Um modelo com gêmeos permite separar a influência hereditária da influência ambiental exercidas sobre as funções executivas. Diversos estudos sobre gêmeos examinaram o desempenho dessas funções.12-16 Aos 5 e aos 12 anos de idade, cerca de 50% do desempenho em diversas tarefas de FE poderiam ser atribuídos a fatores genéticos.16 Outros estudos obtiveram resultados semelhantes – em torno de 40% a 50% –,12,13,15 sugerindo que o desempenho em tarefas de FE é moderadamente hereditário. Além disso, aparentemente, fatores genéticos constituem um mediador importante de estabilidade das funções executivas ao longo da infância.14

A segunda etapa para determinar se os deficits de FE são hereditários e estão associados aos mesmos genes de TDAH consiste em estudar o desempenho de FE em parentes de pacientes com TDAH, esclarecendo o caráter familiar dos deficits de funções executivas associados ao transtorno. Por exemplo, irmãos compartilham uma média de 50% de seus genes. Portanto, é provável que irmãos não afetados de uma criança com TDAH carreguem genes de risco, sem apresentar as expressões fenotípicas desse transtorno. Se os deficits de FE estão de fato associados ao TDAH por meio dos genes familiares, irmãos não afetados demonstrarão os mesmos deficits de FE, provavelmente em menor medida, do que a criança afetada.

Diversos estudos analisaram as funções executivas em famílias afetadas por TDAH, e os resultados corroboram a hipótese de que deficits de FE têm caráter familiar e também estão presentes – em menor medida – em parentes não afetados de pacientes com TDAH.5,17,21 Estudos especificamente direcionados para determinadas funções executivas, como inibição ou controle de interferência, também relataram resultados promissores: parentes não afetados mostraram deficits sutis nessa área e apresentaram desempenhos semelhantes.22-26 Essas constatações sugerem o caráter familiar dos deficits de FE. Embora esses resultados não sejam suficientes para afirmar a hereditariedade dos problemas de funções executivas, são no mínimo coerentes com essa hipótese. 

A etapa final para determinar se os deficits de FE estão associados aos mesmos genes que o TDAH consiste em examinar o desempenho das funções executivas em relação a genes candidatos de TDAH, e/ou em utilizar o desempenho de FE em análises de associações fundamentadas no heredograma de famílias afetadas por TDAH. Essas duas estratégias têm sido pouco utilizadas, uma vez que é necessário recorrer a amostras muito grandes para gerar um número suficiente de dados para viabilizar a análise. Resultados preliminares indicam que polimorfismos em um gene (gene do Receptor de Dopamina D4) mais frequentemente replicados em relação ao TDAH, de fato, estão também relacionados às funções executivas.15,27-30 Um estudo de ligações identificou um sinal importante de ligação no cromossomo 13q12.11 de todo o genoma, ao utilizar uma medida de FE – memória de trabalho verbal – em heredogramas de famílias afetadas por TDAH. Tal fato sugere que os genes nessa localização podem influenciar o TDAH e o desempenho das funções executivas.31Além disso, outro estudo de ligações revelou que a região do cromossomo 3q13 estava vinculada a uma medida composta das funções executivas e a sintomas de desatenção próprios de TDAH, sugerindo que esses deficits de FE podem estar relacionados aos mesmos genes do transtorno.32

Qual a proporção de crianças com TDAH que realmente apresentam problemas de FE?

A porcentagem de crianças que apresentam problemas de FE depende em grande parte da definição de deficit de Funções Executivas (DFE).8 Não há um consenso sobre o que realmente constitui um DFE, mas a maioria das definições envolve o desempenho abaixo do 10o percentil, apresentado por um grupo de controle em no mínimo uma, duas ou três tarefas de FE. Em termos gerais, crianças com TDAH quase sempre apresentam pior desempenho nas medidas de FE do que crianças do grupo de controle. No entanto, em termos individuais, determinada proporção de crianças com TDAH supera determinada proporção de crianças do grupo de controle.9 Em outras palavras, nem toda criança com TDAH apresenta DFE. Deficiências de FE não são necessárias nem suficientes para explicar todos os casos de TDAH.9 De fato, outras funções cognitivas, problemas motivacionais ou, em alguns casos, reações à ansiedade familiar ou problemas com colegas, podem estar associadas ao TDAH.10,11 Cerca de um terço das crianças apresenta DFE moderadamente severo – definido como deficiência em três ou mais medidas de FE.11

Lacunas de pesquisa

Para determinar se os deficits de FE diagnosticados em uma proporção de pacientes com TDAH constituem a causa real de TDAH nesse grupo, é necessário adotar uma abordagem mais abrangente do que a que está sendo utilizada atualmente. Ou seja, apenas poucos estudos avaliaram as FE no contexto familiar, e a maioria deles não dispunha de dados suficientes para análises genéticas. Uma vez que as tarefas e os métodos utilizados para medir a mesma função executiva são diferentes, a dificuldade para comparar resultados constitui um problema sério, que se torna particularmente difícil quando se tenta associar conjuntos de dados cognitivos provenientes de diferentes locais de pesquisas, com o objetivo de melhorar a eficácia estatística das análises genéticas. Portanto, para determinar se os deficits de FE diagnosticados em uma proporção de pacientes com TDAH constituem realmente a causa desse transtorno, é necessário administrar tarefas de FE que contenham dados sobre validade, confiabilidade, hereditariedade e normas. A utilização das mesmas tarefas “padrão de ouro” permitiria associar amostras de diferentes locais de pesquisa, o que facilitaria imensamente a comparabilidade dos dados e aumentaria o valor das análises genéticas, levando a resultados mais consistentes que, certamente, seriam aplicáveis na prática clínica. 

Conclusões

O desempenho em tarefas de FE é moderadamente transmissível e, aparentemente, fatores genéticos constituem um mediador importante de estabilidade de FE ao longo da infância. Deficits de FE estão associados ao TDAH, em caráter familiar, e estão possivelmente relacionados entre outros ao Receptor de Dopamina D4, que está também relacionado a esse transtorno. Em outras palavras, deficits de FE baseados parcialmente em genes podem causar TDAH. Entretanto, apenas um subgrupo de pacientes com esse transtorno – cerca de 30% – apresenta problemas de funções executivas moderadamente graves, sugerindo que as deficiências de FE não são necessárias nem suficientes para explicar todos os casos de TDAH.

Implicações para pais, serviços e políticas

Testes cognitivos ainda não são suficientemente sensíveis ou específicos para utilização em práticas diárias de diagnóstico de TDAH. Os diagnósticos ainda são baseados em relatos de pais e professores – ou autorrelatos, nos casos de adolescentes e adultos com suspeita de TDAH. Entretanto, dados de estudos longitudinais realizados recentemente indicam que FE na infância é um preditor de desempenho acadêmico, assim como de  posterior funcionamento social e global em pacientes com TDAH.33 Tais resultados sugerem que a prática clínica pode ser benéfica para avaliar e tratar deficiências de FE, principalmente aquelas que apresentam alto risco de resultados negativos, visando prevenir dificuldades de longo prazo relacionadas a uma ampla gama de áreas funcionais importantes.33 As estratégias de intervenção para deficits de FE ainda estão em sua fase primária de desenvolvimento, mas já foram constatados resultados positivos.34,35 Um subgrupo de crianças com TDAH que apresentam deficits de FE moderadamente graves (+/- 30%) pode beneficiar-se dessas intervenções.

Referências

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Para citar este artigo:

Rommelse N. Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade e cognição. Em: Tremblay RE, Boivin M, Peters RDeV, eds. Schachar R, ed. tema. Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância [on-line]. http://www.enciclopedia-crianca.com/hiperatividade-e-deficit-de-atencao-tdah/segundo-especialistas/transtorno-de-deficit-de-atencao-com. Publicado: Fevereiro 2010 (Inglês). Consultado: 15/10/2019.