Aleitamento materno


O que sabemos?

Síntese dos textos de especialistas - Publicado on-line em 21 de abril de 2011

Tradução: B&C Revisão de Textos. Revisão técnica: Fernando Cupertino, CONASS 
Revisão final: Alessandra Schneider, CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde - Brasil

Foi demonstrado que o aleitamento materno tem efeitos positivos sobre a saúde física das crianças, assim como sobre seu comportamento e sua relação com os pais no início da vida. Mesmo muito depois de interrompida a amamentação, sua influência pode ser observada no desenvolvimento físico, emocional e intelectual da criança.

Até o momento, as pesquisas ofereceram evidências consistentes sobre os benefícios do aleitamento materno para a nutrição e a saúde. O aleitamento materno tem um impacto importante sobre as taxas de morbidade e mortalidade, particularmente nos países em desenvolvimento. Protege contra infecções gastrointestinais e respiratórias, e está associado à menor incidência de doenças crônicas que surgem na infância, tais como diabetes, doença celíaca e doença de Crohn, e algumas patologias infantis. Protege também contra alergias, sendo que a proteção imunológica é mantida enquanto a criança estiver sendo amamentada. 

O aleitamento materno pode afetar o comportamento dos bebês e ter um impacto positivo também sobre os pais. Pode resultar em relações pais-filhos mais estreitas. Comparados a bebês alimentados com leite em pó, os bebês que mamam no peito podem apresentar maior vivacidade, chorar menos e ser mais capazes de envolver-se em interações com os pais. Mães que amamentam têm níveis mais baixos de estresse e de mau humor, assim como níveis mais altos de apego maternal; tendem também a sentir suas crianças mais seguras em comparação com mães que oferecem leite em pó a seus bebês.
 
Verificou-se que o aleitamento materno afeta diversos aspectos do desenvolvimento da criança. Especificamente, demonstrou-se que melhora a visão das crianças, um indicador de efeito positivo do aleitamento materno no desenvolvimento do sistema nervoso central. Pesquisas indicam que o aleitamento materno afeta também o desenvolvimento motor: após o ajuste das variáveis interferentes, verificou-se que crianças que são amamentadas apresentam capacidade mais precoce para engatinhar e realizam mais cedo a “preensão em pinça”.

O aleitamento materno desempenha também um papel significativo no desenvolvimento social e emocional da criança. Pesquisas mostram que crianças amamentadas são mais sociáveis, socialmente seguras e apresentam maior pontuação em escalas de desenvolvimento. Demonstrou-se que o aleitamento materno exclusivo por pelo menos quatro meses tem efeito positivo sobre o desenvolvimento intelectual da criança, mesmo quando são controladas as variáveis demográficas relativas às mães.

Alguns efeitos positivos associados ao aleitamento materno são mantidos no decorrer do desenvolvimento da criança, mesmo após o desmame. Por exemplo, o aleitamento materno foi associado consistentemente com prevenção de obesidade na infância e na adolescência, uma condição que pode prejudicar a auto estima e o desenvolvimento sócio emocional da criança.

 

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