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Tradução: B&C Revisão de Textos. Revisão técnica: Marco Antonio Barbieri, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Revisão final: Alessandra Schneider, CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde - Brasil
Os primeiros anos de vida caracterizam-se por mudanças rápidas no desenvolvimento em relação à alimentação. As crianças passam de uma postura supina ou semirreclinada para a posição sentada e do mecanismo básico de sugar-engolir para o de mastigar-engolir, aprendem a alimentar-se sozinhas e fazendo a transição para a dieta e os modelos alimentares da família.
Problemas alimentares moderados e transitórios ocorrem em 25% a 35% das crianças pequenas, enquanto problemas alimentares graves e crônicos ocorrem em 1% a 2% dos casos. As condições mais comuns incluem comer demais, comer mal, problemas comportamentais relacionados à alimentação e preferências alimentares incomuns ou pouco saudáveis. O problema parece ser mais prevalente em crianças com deficiência no desenvolvimento, com uma prevalência estimada de dificuldades relativas às refeições da ordem de 33%.
Em crianças saudáveis, os problemas alimentares são, em sua maioria, temporários e de fácil solução. No entanto, problemas alimentares persistentes podem comprometer o crescimento da criança, assim como as relações com cuidadores, levando a problemas de saúde no desenvolvimento a longo prazo. Geram mais preocupação os numerosos casos de crianças pequenas em risco de nutrição deficiente devido à ingestão de dietas pobres e à dependência de alimentos com altos teores de açúcar e gorduras e de carboidratos refinados. Esses padrões nutricionais deficientes – alto teor de gordura, açúcar e carboidratos refinados; bebidas doces; e poucas frutas, verduras e legumes – aumentam a probabilidade de deficiências de micronutrientes – por exemplo, anemia por deficiência de ferro – e de excesso de peso na infância.
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