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Tradução: B&C Revisão de Textos. Revisão técnica: Fernando Cupertino, CONASS
Revisão final: Alessandra Schneider, CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde - Brasil
A primeira linha de tratamento deve ser a prevenção da obesidade infantil. Isto requer um programa amplo de saúde pública.
É necessário desenvolver serviços de saúde e educação para possibilitar um monitoramento mais eficaz do sobrepeso e da obesidade na primeira infância, a correta identificação de crianças obesas e com sobrepeso, e um apoio maior e mais eficaz às famílias para prevenir e tratar a obesidade.
Os pediatras são estimulados a defender a prevenção da obesidade, por meio da identificação e da busca de especialistas influentes – por exemplo, profissionais de saúde, nutricionistas e especialistas em desenvolvimento infantil – para a educação a respeito de obesidade. Em sua prática diária, devem também encorajar, apoiar e proteger o aleitamento materno, promover hábitos alimentares saudáveis e atividade física, e recomendar a limitação da exposição à televisão. Além disso, é muito importante a recomendação sobre boas noites de sono, considerando-se que a literatura emergente demonstra que o sono insuficiente está associado com sobrepeso e obesidade, especialmente em crianças.
As intervenções devem focalizar comportamentos passíveis de modificação que podem melhorar a saúde e o desenvolvimento da criança, e comportamentos importantes para o estabelecimento e a manutenção de um peso saudável – isto é, redução de exposição à TV, promoção do aleitamento materno, redução do consumo de refrigerantes e de açúcar, aumento de atividade física.
Pais e cuidadores devem ser modelos positivos para os comportamentos alimentares e físicos das crianças. Devem moldar comportamentos alimentares saudáveis e disponibilizar alimentos saudáveis para as crianças, de forma a reduzir seu risco de obesidade. Neste aspecto, o conhecimento insuficiente dos pais sobre nutrição saudável, comportamentos alimentares não saudáveis e inatividade física podem resultar em comportamentos inadequados por parte dos filhos em relação à alimentação e às práticas de atividade física. Os tratamentos têm maior probabilidade de serem eficazes se seu foco for a família (e não apenas a criança obesa), se a família estiver motivada para fazer as mudanças necessárias em seu estilo de vida, se o tratamento for suficientemente duradouro e se focalizar, além da dieta, a modificação de comportamentos sedentários.
No entanto, a prevenção da obesidade provavelmente não terá resultados se o ambiente da criança não for considerado. Por exemplo, as pesquisas sugerem que a redução da publicidade de petiscos ajuda a evitar comportamentos alimentares prejudiciais. A qualidade nutricional de alimentos e bebidas servidos e vendidos nas escolas também deve ser melhorada. As crianças devem ser encorajadas a reduzir o consumo de refrigerantes e outras bebidas adoçadas com açúcar, a aumentar seu nível de atividade física e a reduzir sua exposição à televisão. Para que a epidemia de obesidade infantil seja enfrentada, são urgentemente necessárias mudanças macroambientais que promovam a brincadeira e a atividade física.
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