 |
Tradução: B&C Revisão de Textos. Revisão técnica: Fernando Cupertino, CONASS
Revisão final: Alessandra Schneider, CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde - Brasil
A obesidade tornou-se uma pandemia, com mais de um bilhão de pessoas afetadas em todo o mundo. Ao longo dos últimos 30 anos, triplicou a frequência de crianças com sobrepeso, definidas como aquelas que têm um índice de massa corporal (IMC) acima do 85o percentil em relação à idade e ao sexo. Dados da International Obesity Task Force (Força-tarefa Internacional sobre Obesidade) indicam que 22 milhões de crianças menores de 5 anos em todo o mundo têm sobrepeso ou são obesas. A obesidade chegou a substituir a desnutrição como o maior problema nutricional em algumas partes da África, com uma incidência até quatro vezes maior do que a desnutrição.
Os primeiros anos de vida são um período crítico para o desenvolvimento de preferências por alimentos e sabores, para a capacidade de autocontrole na ingestão de alimentos, para a transmissão de crenças culturais e familiares sobre alimentos e alimentação, e para a suscetibilidade a sobrepeso e obesidade mais tarde. O sobrepeso nos primeiros meses de vida tende a aumentar o risco de sobrepeso na média infância, e esse risco parece aumentar com a idade. Aos 4 ou 5 anos de idade, a obesidade é preocupante porque tende a persistir.
Acompanhando o aumento da incidência de obesidade infantil, vêm sendo identificadas mais consequências dessa condição, entre as quais a apneia obstrutiva do sono (episódios de interrupção da respiração durante o sono, devido à obstrução das vias respiratórias), problemas ortopédicos, diabetes tipo 2 e doença cardiovascular. Problemas psicológicos – por exemplo, depressão ou pior qualidade de vida – também são corolários graves da obesidade. Para crianças com sobrepeso, preconceito e discriminação fazem parte da vida cotidiana. Além disso, as consequências de atitudes induzidas pelo preconceito, como isolamento ou retraimento social, podem contribuir para a exacerbação da obesidade, por meio de vulnerabilidades psicológicas que aumentam a probabilidade de comer em excesso e de atividades sedentárias.
Veja também...
|
 |