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Mudanças nos conhecimentos, em expectativas e atribuições disfuncionais, e na regulação emocional dos pais podem melhorar os resultados da criança?

Matthew R. Sanders, PhD, Alina Morawska, PhD

University of Queensland, Austrália

Dezembro 2005 (Inglês). Tradução: dezembro 2011

Introdução

A literatura mais ampla sobre capacitação parental vem incorporando progressivamente considerações explícitas sobre elementos cognitivos e afetivos desempenhados pelos pais na explicação das dificuldades parentais e na descrição de modos bem-sucedidos de intervenção com os pais.1,2 Até certo ponto, assumiu-se a noção de que os pais precisam entender o que é apropriado a cada idade para desenvolver expectativas razoáveis. Entretanto, ainda faltam evidências mais claras que apoiem a ideia de que os resultados de programas parentais para a primeira infância que têm como metas explícitas provocar mudanças cognitivas e afetivas são melhores do que os resultados de programas baseados em habilidades comportamentais. Este artigo examina a base conceitual e empírica de estratégias tais como ampliar os conhecimentos dos pais sobre as normas de desenvolvimento, reduzir expectativas ou atribuições inadequadas para a idade da criança e aumentar a capacidade dos pais para regular suas próprias emoções.

Do que se trata

Entre os fatores de risco potencialmente modificáveis que contribuem para o desenvolvimento de problemas comportamentais e emocionais em crianças, o mais forte é a qualidade das práticas parentais. As pesquisas ligadas à genética do comportamento e os estudos epidemiológicos correlacionais e experimentais produziram evidências que demonstram que as práticas parentais têm grande influência no desenvolvimento da criança.3

Problemas

Embora a pesquisa tenha analisado o conhecimento dos pais como um fator de risco para um desenvolvimento insuficiente da criança em uma série de áreas, ainda é preciso entender claramente quais são os mecanismos por meio dos quais o conhecimento parental influencia o desenvolvimento e o comportamento infantil. Além disso, alguns estudos voltados especificamente à avaliação de mudanças nos conhecimentos sobre práticas parentais são limitados em relação à metodologia, e não delinearam os processos pelos quais o conhecimento parental muda, e se, de fato, a mudança no conhecimento está ligada a mudanças no comportamento e no desenvolvimento da criança, ou se outros fatores são responsáveis pelo efeito.

Da mesma forma, não há atualmente nenhuma explicação clara da associação entre conhecimento parental, conduta parental, temperamento dos pais e eficácia das práticas parentais e, em especial, como esses aspectos mudam em função da intervenção. Embora a literatura apoie a ideia de que conhecimento, competência e eficácia das práticas parentais não são fatores necessariamente relacionados,4 não estão claros os processos que servem de base para o desenvolvimento de discrepâncias entre os domínios da cognição, do afeto e das habilidades. Por exemplo: como os pais podem sentir-se competentes ou confiar em sua competência no seu papel de pais quando evidências objetivas mostram habilidades parentais insuficientes e falta de conhecimento sobre o desenvolvimento da criança?

A literatura, particularmente com relação aos comportamentos ligados à prática parental, tem enfatizado o comportamento de externalização, a inadequação e a psicopatologia infantil. Vários modelos de processos familiares coercivos que levam ao comportamento de externalização da criança foram delineados e apoiados.5 Há uma carência de pesquisas que examinem a competência da criança, em termos de comportamento e de desenvolvimento (social, cognitivo, emocional), e a maneira como os comportamentos dos pais, o conhecimento parental, o temperamento e a autoeficácia interagem com essas competências e geram impacto sobre elas. Consequentemente, embora tenham sido comprovadas mudanças nas habilidades parentais e no comportamento infantil em algumas intervenções,1 esses estudos, de maneira geral, não focalizaram os resultados em termos de conhecimento parental a respeito do desenvolvimento infantil.

Contexto de pesquisa 

Diversos fatores intraorgânicos influenciam o desenvolvimento da criança; no entanto, muitas das habilidades que as crianças adquirem dependem fundamentalmente de sua interação com seus cuidadores e com seu ambiente social mais amplo. Além de fatores intrínsecos, tais como baixo peso ao nascer, prematuridade e exposição do feto ao álcool, uma ampla gama de fatores de risco ambientais também contribui para um desenvolvimento infantil insatisfatório. A pobreza, por exemplo, foi identificada como um fator de risco capaz de levar a escores mais baixos em testes cognitivos e a um maior número de problemas de conduta da criança.6 Os efeitos da pobreza são mediados e moderados por bairros carentes, escolas carentes, baixo nível de serviços básicos, maior risco ambiental para a saúde, e também pela via do estresse que isso tudo causa nos pais, o que impacta o relacionamento pais-filhos.7,8 Em geral, os fatores de risco nos ambientes em que as crianças são atendidas são transmitidos por meio das experiências da criança a seu relacionamento com seu principal cuidador.9

Questões-chave de pesquisa

  1. Quais são os mecanismos por meio dos quais o conhecimento parental impacta o desenvolvimento e o comportamento da criança?

  2. Uma mudança no conhecimento parental está associada a mudanças no desenvolvimento da criança, ou são outros os fatores que produzem o efeito?

  3. Qual é o vínculo existente entre conhecimento parental, consulta parental, temperamento parental e eficácia na prática parental, e como esses elementos mudam em função da intervenção?

  4. Como as intervenções centradas em práticas parentais impactam as competências de desenvolvimento da criança?

  5. Como podem ser reforçados os impactos das intervenções parentais?

Resultados de pesquisas recentes

O ambiente familiar é um dos maiores contribuintes potenciais para o desenvolvimento infantil. Bradley10 concluiu que, de maneira geral, os níveis de correlação entre a situação da criança em termos de desenvolvimento e inteligência e os escores da Home Observation for Measurement of the Environment – HOME (Observação Domiciliar para Mensuração do Ambiente) – que inclui a oferta de materiais de aprendizagem, o estímulo para a aprendizagem e o desenvolvimento do idioma, a variedade de experiências e estimulações ativas – ficam entre baixo e moderado (0,2 a 0,6) durante os primeiros dois anos de vida, e moderados (0,3 a 0,6) dos 3 aos 5 anos de idade. De maneira similar, Jackson e Schemes11 descobriram que crianças em idade pré-escolar cujas mães eram mais afetuosas e apoiadoras e ofereciam estímulo cognitivo em casa tinham maiores habilidades linguísticas, segundo a avaliação dos professores. Mais especificamente, quando os pais são mais apoiadores e menos autoritários, os níveis verbais e intelectuais das crianças são mais elevados quando examinados de forma prospectiva.12,13 Da mesma forma, os efeitos identificados por meio de meta-análise oscilam entre pequenos e médios quanto ao apego entre mãe-filho e o relacionamento da criança com seus pares,14 e há evidências que comprovam que o estilo de apego permite antecipar trajetórias diferentes no que diz respeito à regulação emocional da criança.15

O conhecimento dos pais sobre o desenvolvimento infantil tem sido frequentemente mencionado como um fator associado aos resultados da criança em termos de desenvolvimento. Tal conhecimento pode ser definido como o entendimento de “padrões e marcos do desenvolvimento, processos do desenvolvimento infantil e familiaridade com as habilidades para cuidar da criança.”16 Acredita-se que o conhecimento dos pais possibilita uma organização cognitiva global que permite antecipar as mudanças no desenvolvimento infantil ou adaptar-se a elas.17 Mães bem-informadas respondem com maior sensibilidade às iniciações de seus filhos,18 enquanto mães que têm expectativas pouco claras sobre o desenvolvimento de seus filhos tendem a ser mais rígidas.19,20,21 De acordo com os estudos realizados, quando as mães têm maior conhecimento do desenvolvimento do bebê ou da criança,  mostram níveis mais elevados de habilidades parentais16,22,23 seus filhos têm maiores  habilidades cognitivas16,24 e manifestam menos problemas de comportamento infantil.16 Além disso, foi constatada uma associação positiva entre autoeficácia parental e competência em práticas parentais quando existe alto nível de conhecimento do desenvolvimento da criança. Por outro lado, mães que relataram alto nível de autoeficácia parental, porém baixo nível de conhecimento são menos sensíveis na interação com seus bebês.4

De modo geral, há pouca pesquisa sobre o conhecimento dos pais e, em particular, sobre a ligação entre conhecimento dos pais e outras habilidades, tais como habilidades para lidar com comportamento, eficácia na prática parental, temperamento parental e conflitos parentais. Além disso, a maior parte das pesquisas focaliza amostras de alto risco, especificamente mães adolescentes e/ou bebês prematuros ou com baixo peso ao nascer. Vários estudos examinaram se a prática parental e as intervenções em famílias aumentam o conhecimento dos pais, e há evidências que confirmam a hipótese.25,26,27,28 Entretanto, de maneira geral, esses estudos não foram controlados, utilizaram amostras limitadas e concentraram-se no exame de amostras de alto risco, sem analisar os mecanismos de ação entre maior nível de conhecimento e resultados potenciais da criança.

Foram analisadas também as convicções dos pais sobre o desenvolvimento da criança e sobre a natureza e as causas do comportamento de seus filhos como fatores relacionados a resultados no desenvolvimento. Há evidências de que pais que têm convicções equivocadas ou que superestimam o desempenho de seus filhos na verdade prejudicam o desempenho da criança,29,30,31 e as expectativas têm efeito sobre os comportamentos parentais.32 A título de exemplo, mães adolescentes que relataram expectativas mais positivas, realistas e maduras sobre práticas parentais, crianças e relacionamento pais-filhos, tinham filhos com melhores habilidades de enfrentamento, conforme avaliação através de observação.17 As expectativas realistas quanto às habilidades da criança foram associadas a maior competência socioemocional e cognitiva da criança.33 Entretanto, essa associação pode ocorrer indiretamente por intermédio de comportamentos dos pais,34 a ponto de as expectativas maternas afetarem o próprio comportamento da mãe, que, por sua vez, impacta as competências de desenvolvimento da criança. 

Foram examinados comportamentos e habilidades específicos das práticas parentais, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento de comportamentos agressivos e destrutivos. Os pais de crianças agressivas são caracterizados como altamente punitivos e críticos em relação a seus filhos35,36 e mais propensos a atribuir o mau comportamento dos filhos a causas mais estáveis e ligadas a disposições e intenções, em comparação com pais de crianças não problemáticas.37,38,39 Esses processos de atribuição tendem a ficar mais pronunciados com o passar do tempo.40

As interações pais-filhos afetam muitos e diferentes domínios do desenvolvimento.41,42,43 Atitudes parentais responsivas, voltadas para a criança e moderadamente controladoras foram associadas positivamente à autoestima, aos resultados escolares, ao desenvolvimento cognitivo e a menor incidência de problemas de comportamento.44,45

Além disso, um alto nível de afetuosidade associado à responsividade ocasional promove uma ampla gama de resultados positivos em termos de desenvolvimento.46,47,48,49 O estilo de gestão parental e o envolvimento afetivo podem ser especialmente importantes para o desenvolvimento prossocial da criança, seu autocontrole e sua internalização de padrões de comportamento.41 Foi constatado que a qualidade da prática parental é importante para a socialização da criança,50,51 e que as variáveis parentais estão diretamente relacionadas ao ajustamento da criança.52

A pesquisa sobre temperamento parental indica que distúrbios de temperamento materno e estresse materno estão associados a maior incidência de problemas emocionais e de comportamento da criança.53,54,55 Essas constatações também se aplicam aos pais, 56 porém, de modo geral, a associação é mais forte para a psicopatologia materna do que para a paterna. Sintomas depressivos mais sérios após o parto também foram relacionados a um conhecimento impreciso do desenvolvimento do bebê.58 A ligação entre o temperamento parental, o estresse e o comportamento infantil ainda não está totalmente clara, uma vez que diversos estudos não conseguiram encontrar um efeito de mediação do comportamento parental entre o estresse e os resultados da criança.53,59

As evidências disponíveis são mais restritas no que diz respeito à relação entre distúrbios de temperamento parental e desenvolvimento cognitivo da criança. Por exemplo, Kurstjens e Wolke60 concluíram que a depressão materna tem efeitos insignificantes sobre o desenvolvimento cognitivo da criança (aos 6 anos de idade), mas pode ser mais relevante no  longo prazo se a depressão for crônica, se a criança for do sexo masculino e se houver riscos neonatais ou riscos sociais na família. Entretanto, o estresse nas práticas parentais nos anos pré-escolares tem sido associado à competência social, assim como o comportamento de internalização e aos problemas de externalização, através de avaliações de professores da pré-escola.59 Além disso, Schmidt, Demulder e Denham61 constataram que maior estresse familiar durante os anos pré-escolares está associado a maior agressividade infantil, ansiedade e menor competência social na pré-escola. 

O valor de intervenções de capacitação parental para melhorar a prática parental

Intervenções de Capacitação de Gestão Parental (CGP), derivadas da aprendizagem social, da análise funcional e de princípios cognitivo-comportamentais, são consideradas as intervenções mais adequadas para problemas de conduta na primeira infância.62,63,64 Os programas de CGP também se mostraram eficazes em estudos de prevenção.65,66 Os efeitos positivos de intervenções de CGP foram replicados muitas vezes entre diferentes estudos, pesquisadores e países, e com diversas populações de clientes.1 Em programas de CGP, os pais normalmente são ensinados a ampliar a interação positiva com seus filhos e a reduzir práticas parentais coercivas e inconsistentes. Os estudos que demonstram a eficácia das intervenções de CGP mostram melhoras na percepção dos pais e em suas habilidades parentais; melhoras nas habilidades sociais da criança e em seu ajustamento escolar; redução de problemas de comportamento e de atenção.66,67 As intervenções de CGP estão associadas a efeitos de grande porte,68 que geralmente se estendem e se generalizam em diversos ambientes domésticos e comunitários,69,70 se mantêm ao longo do tempo,71 e estão associados a altos níveis de satisfação dos clientes.72 A CGP foi utilizada com sucesso em famílias com pais biológicos, famílias recompostas e famílias monoparentais. Há cada vez mais evidências de que diversas modalidades de prestação de serviços de CGP podem produzir resultados positivos para a criança, inclusive programas individuais presenciais,73 programas em grupo,74,75,76 programas com assistência telefônica77,78 e programas autodirigidos.79,80 Além disso, vários estudos de eficácia da intervenção de CGP demonstraram efeitos significativos para crianças com problemas de conduta.81,82 

Conclusões

Embora os programas de capacitação parental baseados em modelos de aprendizagem social tenham sido muito bem-sucedidos para ajudar os pais a mudar o comportamento de seus filhos e melhorar seu relacionamento com eles, ainda há muito a aprender sobre o modo de promover mudanças concomitantes nas áreas cognitiva, afetiva e comportamental da prática parental. É preciso maior compreensão dos mecanismos cognitivos e afetivos que podem dar aos pais uma base para que se tornem mais positivos e menos negativos com seus filhos.

Implicações

Fortalecer o impacto de intervenções parentais

Apesar da força das evidências citadas acima sobre a CGP, há várias orientações futuras potencialmente importantes que podem fortalecer ainda mais o alcance em termos da população beneficiada e o impacto de intervenções parentais.

A utilização de modelos e a demonstração de habilidades parentais fundamentais é provavelmente um traço central de qualquer intervenção parental eficaz. As pesquisas sobre o valor do aprendizado a partir da observação e de modelos exibidos em vídeos83,84,85 validam a importância dessa abordagem. No entanto, há vários elementos-chave dos modelos de mudança de atitude e de comportamento (teoria cognitiva da aprendizagem social, teoria da influência social e modelos baseados na aceitação) que ainda são subutilizados. A teoria cognitiva da aprendizagem social de Bandura83,84 é uma estrutura conceitual útil para o desenvolvimento de intervenções que utilizam os meios de comunicação, uma vez que destaca a importância dos dois fatores – interno e externo –, incluindo mecanismos cognitivos associados que influenciam o comportamento humano. Essa teoria destaca a importância de utilizar estratégias que aumentem a autoeficácia parental e criem expectativas de resultado favorável, o que, por sua vez, aumenta as intenções comportamentais dos pais, seu cenário de padrões pessoais de desempenho e a autoavaliação de seu desempenho. O modelo de influência social86 também é uma estrutura conceitual útil para orientar o desenvolvimento de intervenções que utilizam os meios de comunicação, pois destaca os princípios centrais que promovem persuasão e influência bem-sucedidas. Por exemplo, na medida em que recorrem ao poder da validação social por parte de pessoas semelhantes ou apreciadas – ou seja, “outros como eu estão fazendo” – e a tendência do ser humano para agir de acordo com compromissos assumidos anteriormente em relação aos outros e a valores profundamente arraigados, as intervenções têm maior probabilidade de influenciar atitudes, intenções e comportamentos dos observadores. Por fim, os modelos de mudança comportamental baseados na aceitação87 enfatizam a importância de lidar com pensamentos e sensações desgastantes, de modo a impedir que interfiram na tomada de medidas eficazes.

Para reforçar o impacto de uma intervenção voltada para as habilidades parentais, é possível recorrer a vários elementos da teoria da aprendizagem social cognitiva, da teoria da influência social e da teoria da aceitação para destacar as mudanças dos pais nos planos comportamental, afetivo e cognitivo. Os pais têm maior probabilidade de aprender as habilidades, reforçar suas intenções no sentido de implementá-las, implementá-las de fato e mantê-las quando lhes são mostrados os modelos e demonstradas claramente as habilidades parentais visadas; além disso, essa probabilidade aumenta quando: a) mudam as atribuições ou convicções disfuncionais sobre as razões do comportamento da criança; b) aumentam as expectativas positivas e a autoeficácia parental; c) é ativado o apoio social; e d) os pais aprendem a gerenciar os sentimentos dolorosos  que interferem em uma prática parental eficaz.  

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Para citar este artigo:

Sanders MR, Morawska A. Mudanças nos conhecimentos, em expectativas e atribuições disfuncionais, e na regulação emocional dos pais podem melhorar os resultados da criança? Em: Tremblay RE, Boivin M, Peters RDeV, eds. Tremblay RE, ed. tema. Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância [on-line]. http://www.enciclopedia-crianca.com/habilidades-parentais/segundo-especialistas/mudancas-nos-conhecimentos-em-expectativas-e-atribuicoes. Publicado: Dezembro 2005 (Inglês). Consultado: 17/01/2020.