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Editor do Tema: Margaret E. Clarke, MD, University of Calgary, Canadá
Tradução: B&C Revisão de Textos. Revisão técnica: Vera Regina Fonseca, Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Revisão final: Alessandra Schneider, CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde - Brasil
O autismo é uma condição orgânica que afeta o desenvolvimento desde muito cedo. Crianças autistas têm dificuldades sócio-emocionais para a utilização de comportamentos não verbais, tais como o contato de olhar, o uso comunicativo de gestos, expressões faciais e posturas corporais. Demonstrar atenção conjunta e empatia parece ser um desafio, uma vez que tendem a preferir atividades solitárias.
As formas pelas quais os problemas sociais e comunicativos se manifestam variam muito entre as crianças autistas. No entanto, a presença de dificuldades precoces de orientação social, evidenciadas antes dos 24 meses de idade, levou os pesquisadores a concluir que essa é a deficiência primária do autismo.
É difícil diagnosticar o autismo antes dos 30 meses de vida devido à instabilidade dos diagnósticos nesse período. Um indicador central é a dificuldade no processamento social de rostos, emoções e habilidades de mentalização, e dificuldades na aquisição de habilidades comunicativas. No entanto, por não haver um marcador biológico ou um teste médico para essa condição, e por ser mais complexo medir e analisar indicadores iniciais de comportamento social do que o desenvolvimento de habilidades motoras ou de linguagem, o diagnóstico de crianças pequenas pode ser difícil. Assim sendo, o diagnóstico do autismo baseia-se em informações relatadas pelos pais e em observações do comportamento da criança.
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