Editor do Tema: John Bennett, M.Ed., Ph.D., OECD, França
Tradução: B&C Revisão de Textos. Revisão técnica: Conceição Segre, Hospital Israelita Albert Einstein – Revista Científica Einstein. Revisão final: Alessandra Schneider, CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde - Brasil
Os estudos que examinam os efeitos de experiências precoces de cuidados não parentais sobre o desenvolvimento de crianças pequenas investigam a diversidade da qualidade do cuidado e diferenças individuais entre crianças e suas famílias. A variação na qualidade do cuidado reflete práticas dos programas, capacitação dos educadores e relações crianças/educador, ao passo que as diferenças entre as crianças e as famílias incluem status socioeconômico, nível educacional dos pais, relacionamento entre pais e filhos, temperamento da criança e escolha do tipo de cuidado.
São poucos os estudos que investigaram o nível de qualidade disponível nos Estados Unidos e no Canadá, e é ainda menor o número de estudos que tentaram determinar o nível de qualidade necessário para a otimização do desenvolvimento. Esses poucos estudos sugerem que o grau de qualidade necessário para tanto é alto – mais alto do que aquele oferecido pelos arranjos de cuidados disponíveis atualmente na América do Norte.
As evidências sugerem que o cuidado não parental de alta qualidade está associado com ganhos moderados em desenvolvimento cognitivo, linguístico e socioemocional das crianças. Associa-se também a aumento de cooperação e adequação em relação aos adultos e de interação social com pares de idade. Por outro lado, a participação em arranjos de cuidados de baixa qualidade, com grupos grandes de crianças, durante muitas horas e em ambientes de cuidado instáveis pode ter impacto negativo sobre o desenvolvimento infantil. Crianças pequenas que recebem esse tipo de cuidado de baixa qualidade correm risco de desenvolver apegos inseguros e problemas comportamentais mais graves.
Outras pesquisas demonstram que:
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a sensibilidade e a responsividade das mães têm maior impacto sobre o desenvolvimento social e emocional inicial do que experiências precoces de cuidado não parental;
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crianças matriculadas mais cedo, antes dos 3 anos de idade, podem vivenciar níveis mais altos de estresse (ansiedade) e comportamentos antissociais;
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a participação em situações de cuidado não parental de boa qualidade pode atuar como um fator de proteção para crianças de famílias menos favorecidos e aumentar suas chances de sucesso acadêmico.
Fatores familiares influenciam as decisões dos pais sobre a utilização e o tipo de cuidados que escolhem para seus filhos. Famílias com boas condições socioeconômicas tendem a escolher cuidados de melhor qualidade para seus filhos.
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