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Associações entre primeira infância, sucesso escolar e conclusão do ensino médio

Frank Vitaro, PhD

Université de Montréal, Canadá

Outubro 2005 (Inglês). Tradução: março 2012

Problema 

Nas sociedades industrializadas, as consequências da evasão escolar antes da conclusão do ensino médio são significativas para os indivíduos e para a sociedade como um todo. Em comparação com médias nacionais, indivíduos que abandonam a escola têm maior probabilidade de receber benefícios de providência social e seguro-desemprego,1 de vivenciar maior número de problemas de saúde física e mental, de envolver-se em atividades ilegais, e são mais propensos ao abuso de drogas psicoativas. Os estudantes que abandonam a escola têm também menor envolvimento com suas comunidades e, quando adultos, seus filhos estão expostos a maiores riscos de apresentar problemas na escola e de abandoná-la.2 Embora não tenha sido confirmado que todos esses problemas resultem da evasão escolar prematura, é provável que o abandono escolar influencie diversos deles. No Canadá, cerca de uma em cada cinco crianças ainda não tem o ensino médio concluído quando completa 20 anos de idade. Nessa categoria, os homens superam as mulheres em uma proporção de 2 para1.

Contexto de pesquisa

Em muitos casos, dificuldades escolares na infância são precursoras da evasão escolar.3 No entanto, problemas escolares podem, em parte, ter sua origem no período pré-escolar. Inúmeros estudos mostraram que fatores pessoais – como distúrbios de fala, deficits de atenção e dificuldades para reconhecer e utilizar os sons de palavras faladas antes dos 6 anos de idade – são preditores de dificuldades acadêmicas e, em última análise, da saída prematura da escola.4,5 Outros estudos destacaram o fato de que o ambiente familiar e práticas parentais utilizadas antes dos 4 anos de idade estão associados com evasão escolar; aparentemente, essa associação persiste mesmo quando são consideradas posteriores dificuldades de comportamento e de aprendizagem no ensino fundamental.6 A aparente conexão entre problemas comportamentais no ensino fundamental e dificuldades acadêmicas, por um lado, e a saída prematura da escola, de outro, pode ser amplamente atribuída a uma forte correlação com deficits de atenção.7,8,9 Entretanto, é possível que problemas como agressão e níveis insatisfatórios de autorregulação estejam indiretamente associados a dificuldades na escola, devido à exclusão social e às sanções negativas que esses problemas provocam entre colegas e autoridades escolares.10-13 É preciso observar que esses fatores de risco se mantêm mesmo quando a capacidade intelectual da criança é levada em consideração,6,14 e que comportamentos problemáticos podem agravar dificuldades escolares, e vice-versa. Ao mesmo tempo, fatores como habilidades sociais adquiridas pela criança ou práticas parentais disciplinadoras positivas, porém firmes, podem causar um efeito protetor ou compensatório.9,15 No entanto, é preciso ter em mente que dificuldades de comportamento e de aprendizagem no ensino fundamental e a sucessão de eventos negativos que as acompanham – tais como repetência ou colocação em aulas de educação especial – são previsíveis durante os anos pré-escolares por meio de variáveis associadas às características da criança, de seus pais e da dinâmica da família, como mencionado anteriormente. Nesse sentido, os problemas no ensino médio devem ser considerados como elementos intermediários, e não como determinantes originais na cadeia de desenvolvimento de eventos que levam à evasão, embora diversas variáveis de contexto talvez amplifiquem seu valor preditivo. Por exemplo, métodos especiais de ensino utilizados por professores ou frequência a uma boa escola podem amenizar, por um lado, a relação entre as características pessoais e sociofamiliares da criança que já estão presentes na idade pré-escolar, e por outro, os riscos subseqüentes da não conclusão do ciclo escolar. 16 Inversamente, interações negativas entre professores e estudantes e a ausência de um código disciplinar claro na escola podem intensificar os efeitos mencionados acima, ou gerar um efeito cumulativo específico, contribuindo assim para antecipar a interrupção prematura dos estudos.17-20 Embora esses aspectos do ambiente escolar não devam ser subestimados, tendo em vista sua contribuição significativa para a variabilidade observada nas trajetórias de crianças em risco, essa contribuição não pode ocorrer antes que a criança realmente comece a frequentar a escola, diferentemente dos fatores de risco e de proteção/compensação presentes ao longo dos anos pré-escolares. Nesse sentido, outros fatores de risco – tais como pais com baixo nível de instrução e atitudes negativas em relação à escola – merecem consideração, uma vez que podem predizer também o insucesso escolar. De fato, seu valor preditivo é maior do que o valor do nível de pobreza da família.21,22 No entanto, o status socioeconômico de uma família permanece altamente preditivo, muito mais do que as características pessoais e familiares da criança.6,18 

Questões-chave de pesquisa e resultados de pesquisas recentes

Níveis mais altos de fracasso escolar em meio a famílias menos favorecidas e em algumas comunidades culturais são devidos, em parte, a pontos de vista e atitudes diferentes dos pais em relação à escola e, em parte, à sua limitada capacidade de ajudar os filhos a desenvolver comportamentos que são favoráveis à aprendizagem escolar e a se envolver menos com outros tipos de comportamento que não são favoráveis à aprendizagem escolar.23 Consequentemente, ao invés de deixar que os pais enfrentem o problema sozinhos, com o risco de sentir-se desestimulados e desistir, alguns autores criaram programas de prevenção de fracassos e de evasão, para evitar que qualquer fator de risco ao longo do período pré-escolar dê origem a novos fatores de risco que dificultarão cada vez mais a mudança da situação. Alguns programas para crianças em idade pré-escolar foram avaliados de maneira rigorosa e produziram resultados positivos. Devido à restrição de espaço neste artigo, podemos apresentar apenas uma visão geral muito resumida desses programas (ver Tabela 1).24

É importante observar que os programas descritos na Tabela 1 foram implementados antes que as crianças completassem 6 anos de idade e que, em comparação com programas para crianças com no mínimo 6 anos de idade, poucos deles foram realizados.25 Outros programas realizados com crianças em idade pré-escolar não são mencionados nessa tabela, uma vez que não reuniram informações sobre sucesso escolar – por exemplo, os programas registrados por Brooks-Gunn, Berlin e Fuligni26 ou por Yoshikawa.27 Além de seu conteúdo específico, os programas mais eficazes foram os mais intensivos e com maior duração. A maioria desses programas enfocou a estimulação cognitiva da criança e pré-requisitos acadêmicos ou de alfabetização. Poucos incluíram um componente de capacitação de pais para lidar com problemas comportamentais de seus filhos, ou para aprimorar seu próprio conhecimento sobre a escola e suas atitudes em relação a ela; e poucos analisaram as necessidades pessoais dos pais, ou tentaram melhorar o status socioeconômico da família. Programas como o Child-Parent Centers (Centros para Pais e Filhos), implementados sob o Chicago Longitudinal Study (Estudo Longitudinal de Chicago),20,28 constituem exceções notáveis devido à variedade de atividades que colocam à disposição das crianças e dos pais. No entanto, mesmo esse modelo de programa dá muito menos ênfase a comportamentos sociais que conduzem à aprendizagem em grupo – por exemplo, foco em tarefas, autorregulação emocional e habilidades sociais – do que a pré-requisitos acadêmicos e habilidades de linguagem. Apesar da reconhecida importância destes últimos para o desenvolvimento acadêmico da criança, Raver29 destaca a importância de uma matriz de habilidades emocionais e comportamentais na fase pré-escolar para prever e evitar dificuldades na escola. A autora indica também a importância de fatores culturais e socioeconômicos.

Conclusões e implicações para políticas e serviços

As ideias descritas acima devem servir como ponto de partida para programas de promoção do sucesso escolar, que podem variar em intensidade dependendo das necessidades das crianças, de suas famílias e de suas comunidades. Tais programas podem ser desenvolvidos em ambiente familiar, assim como em diferentes contextos de atendimento à criança.20,28,30 De fato, mais de 50% das crianças em idade pré-escolar são expostas a ambientes educacionais externos ao ambiente da família. Por fim, é preciso não esquecer a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental, embora estritamente não façam parte da estrutura pré-escolar. Inúmeros programas de prevenção promissores foram ou vêm sendo realizados com crianças que frequentam a educação infantil e os primeiros anos do ensino fundamental, entre os quais o programa Conduct Problems Prevention Research Group’s FAST TRACK (programa VIA RÁPIDA do Grupo de pesquisa sobre prevenção de problemas de conduta),31 o Early Alliance,32 o Early Risers33 e o programa Montreal.34 É preciso que sejam empreendidas ações urgentes nas comunidades em mais alto risco, nas quais um em cada três jovens não conclui o ensino médio no prazo determinado, e um em cada cinco jamais conclui esse ciclo de educação. Iniciativas futuras não devem subestimar a importância do período pré-escolar, e tampouco ignorar estratégias comprovadamente eficazes para aumentar as taxas de conclusão e reduzir toda uma gama de problemas de ajustamento na infância, na adolescência e mesmo na fase adulta.35-36 Tampouco devemos aceitar precipitadamente a conclusão de que ações corretivas ao longo do período pré-escolar, independentemente de intensidade e adequação, serão capazes de criar, em todos os casos, todas as condições corretas de sucesso acadêmico e de desenvolvimento pessoal de crianças em risco. Abordagens sustentadas que acompanham a criança e sua família ao longo do ensino fundamental e do ensino médio – como a utilizada no programa Fast Track –, e abordagens estratégicas direcionadas aos períodos de transição – como aquela adotada pelos promotores do programa Early Alliance – devem ser consideradas e testadas com seriedade. Tais abordagens resultariam em uma intervenção sustentada que tem início durante a gestação e que ocorre continuamente, ou conforme necessidade, quando a criança passa por mudanças de vida – nascimento, início na creche etc. – ao longo do período pré-escolar. Essa intervenção teria a vantagem de intervir em diversos fatores de proteção e de risco cuja relevância se torna aparente após a fase pré-escolar, e, portanto, de apoiar qualquer esforço anterior de intervenções precoces. 

Tabela 1 

Título do programa (Autores)

Resumo

1- Projeto Abecedarian37

Duração: 5 anos (do nascimento aos 5 anos de idade) 

Descrição: enfoca o desenvolvimento de linguagem, habilidades cognitivas e comportamentos adequados em creches; envolvimento dos pais. 

Resultados: efeitos positivos sobre habilidades intelectuais e sobre o desempenho acadêmico

(menos repetência) até os 15 anos de idade.

2- Projeto Perry Preschool38

Duração: de 30 a 60 semanas (3 ou 4 anos de idade) 

Descrição: realizado em creches, centrado em habilidades cognitivas e linguagem falada; visitas domiciliares.

Resultados: taxas de conclusão mais altas, menos criminalidade, menor número de gestações e de casos de dependência econômica.

3- Even Start39

Duração: 9 meses (3-4 ou 4-5 anos de idade) 

Descrição: centrado em aprendizagem cognitiva e linguagem; visitas domiciliares, educação dos pais. 

Resultados: resultados no curto prazo. 

4- Projeto sem título40 

Duração: 1 ano (educação infantil) 

Descrição: leitura interativa em sala de aula e em casa; reuniões com pais. 

Resultados: melhor desempenho em leitura. 

5- Chicago Child-Parent Centers28,41

Duração: 1 ano (educação infantil) 

Descrição: centrado em leitura, escrita e consciência fonológica; oficinas para professores e pais. 

Resultados: melhor desempenho em leitura. 

6- Projeto sem título42 

Duração: de 3 a 9 anos

Descrição: habilidades cognitivas e acadêmicas; envolvimento de pais e professores. 

Resultados: redução na taxa de evasão escolar. 

7- Early Head Start43 

Duração: 3 anos (de 0 a 3 anos de idade) 

Descrição: desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, orientação para pais. 
Efeitos positivos, mas modestos, sobre autorregulação emocional e problemas comportamentais da criança. 

Resultados: efeitos positivos sobre as práticas educacionais dos pais. 

8- The Incredible Years44 

Duração: 12 semanas (de 3 a 5 anos de idade) 

Descrição: centrado em estratégias educacionais de pais e professores. 
Efeitos positivos moderados sobre comportamentos destrutivos e autorregulação da criança. 

Resultados: redução nas taxas de evasão escolar. 

N.B.: Apenas estudos experimentais, com controle aleatório de casos, foram relatados neste artigo. 


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Para citar este artigo:

Vitaro F. Associações entre primeira infância, sucesso escolar e conclusão do ensino médio. Em: Tremblay RE, Boivin M, Peters RDeV, eds. Vitaro F, ed. tema. Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância [on-line]. http://www.enciclopedia-crianca.com/sucesso-escolaracademico/segundo-especialistas/associacoes-entre-primeira-infancia-sucesso-escolar-e. Publicado: Outubro 2005 (Inglês). Consultado: 16/06/2019.